PERMANECEM DÚVIDAS NA BUSCA DO AVIÃO DA MALAYSIAN

 

O drama do avião 777 da Malaysian teria enfim a encerrado o seu primeiro ato, se é verdade que o destroço encontrado na ilha Reunion pertence à aeronave desaparecida. A afirmação veio de Toulose, após a realização da analise da estrutura da asa encontrada na ilha Reunion, que pertence à França. Mas as circunstâncias dessa tragédia permanecem obscuras e tem   inspirado as mais variadas suposições sobre a razão da mudança de rota da aeronave  e  sobre a causa material de seu desaparecimento.

Em seu blog a revista ATW, após relatar as declarações feitas em 5 de agosto pelo primeiro ministro da Malaysia, Najib Razak sobre a peça de asa descoberta na ilha Reunion, nas quais confirmou que ela pertencia ao Boeing 777-200 do vôo MH370 da Malaysian Airline desaparecido no ano passado, apresenta um breve histórico da ocorrência, lembrando que a aeronave se desviou de sua rota para Pequim cerca de 40 minutos após a decolagem de Kuala Lampur,no dia 8 de março de 2014,com a bordo 239 pessoas. O texto da Air Transport World lembra que segundo dados emitidos pelo satélite a aeronave virou na direção oeste e em seguida seguiu no rumo sul sobre o Oceano Indiano.  Ficou afinal identificada pela descoberta do destroço aonde o 777 caiu, pois antes não foram encontrados sinais de alerta ou alguma sobra física da aeronave, apesar do enorme esforço internacional de busca chefiado pela Austrália. E conclui o seu comentário afirmando que “descobrir o que aconteceu ao MH370 permanece um desafio enorme, desanimador e caro. Todavia, as novidades atuais, cerca de 17 meses após o dia em que o 777 desapareceu inexplicavelmente, representam um triste mas claro ponto de referência neste escuro capitulo da história da aviação comercial”.

 De fato, o mistério que envolve o desaparecimento da aeronave com o passar do tempo está se tornando bastante suspeito. A virada brusca da 777, cancelando o destino Pequim para se dirigir na direção oposta e sobrevoar a imensa área do Indian Ocean, é a chave do mistério, tanto se trata-se de uma inesperada decisão da tripulação como se ela foi imposta por indivíduos que estavam realizando um seqüestro, agindo como terroristas. Mas nos dois casos não foi até agora respondida  a pergunta : porque essa manobra, onde a aeronave pretendia aterrissar ?

Não há uma resposta, mas as suspeitas são muitas. Em março de 2014 um ex-comandante se perguntava o que mais poderia interessar no Oceano Índico a um piloto qualquer ou a um piloto “fanático”, a não ser a grande base aérea americana da ilha Diego Garcia. Para responder ele confiava na importância que teriam as conversas de cabine registradas pelas caixas pretas, mas insinuava que teria sido oportuno também investigar o tamanho da infiltração de membros da al Qaeda na Malaysian Airlines. E se o propósito fosse  eliminar conotações terroristas ao ocorrido, a queda da aeronave deveria ser atribuída á falta de carburante, para evitar aos americanos o constrangimento de admitir que tiveram que abater um avião civil para proteger a sua base de um eventual ataque . A versão seria que após um erro de navegação, já nas proximidades de Diego Garcia, o piloto na iminência da falta de combustível e com o sistema de comunicação em pane estava procurando um aeroporto para aterrissar. Esse detalhe evidenciaria  que os passageiros estavam de qualquer maneira condenados a morrer , tanto se o 777 foi abatido que  se o plano do comandante fosse espatifar  a aeronave  contra a base americana.

 “Trata-se apenas de teorias - conclui o texto -que podem ser erradas, mas se a al Qaeda estiver envolvida e não assumiu a paternidade do atentado falido foi para não revelar a extensão de sua infiltração nas empresas aéreas, e sem dúvida deve estar preparando outros ataques.”

O jornal  Daily News  foi ainda mais explicito em relação ao destino e aos motivos que teriam levado o avião da Malaysian Airlines próximo da ilha Diego Garcia. No http://www.helpfreetheearth.com ,podiam ser lidas  acusações aos americanos que , com a cumplicidade do governo britânico (  “between 1968 and 1973 illegally expelled from the island the entire population of 2.000 citizens”) transformaram  a ilha “into their most strategically important and secretive U.S. military installation outside the United States e numa prisão, onde atualmente a CIA interroga e tortura os indivíduos suspeitos de serem terroristas. O texto insinua que o Boeing 777 da Malaysian pode ter sido obrigado a aterrissar nesse aeroporto, distante apenas 4 horas de voo da Malaysia, cuja pista evidencia nas imagens do Google Map a presença de um avião B-52 e um perfeito sistema de vigilância por satélite para  detectar a presença de qualquer aeronave voando nas proximidades. A  versão que “it is no doubt where flight MH370 landed”, se referindo á  ilha Diego Garcia, se verdadeira, estaria em contraste total com a afirmação oficial de que a parte da asa encontrada na ilha Reunion pertencia à aeronave. E o Daily News comenta: “nada parecido tem ocorrido antes na história da aviação-- um grande avião com 239 pessoas a bordo desaparecendo sem deixar um sinal....enquanto equipes de socorro procuram no Indian Ocean esse avião da Malaysian perdido,mas nenhuma delas se atreve a procurá-lo na ilha Diego Garcia. Porque ? Pelo fato que Diego Garcia é uma “military no fly zone” dos EUA” .

Assim, é preciso esperar para o próximo capitulo desta misteriosa e terrível história.