MISCELLÂNEA DE AÉREO NEWS

 

Estatísticas da ATW - De acordo com o texto publicado pela revista ATW, Air Transport Word, em sua edição de julho, a American Airlines é a empresa que teve em 2014 a maior receita, totalizando US$ 42,650 bilhões, seguida pela Delta (40,362), pela United/Continental (38,901), pela Lufthansa (36,478) e pela Air France, com US$ 30,302 bilhões. A American teve também o lucro operacional mais elevado, com US$ 4,429 bilhões, seguida pela China Southern Airlines, que com US$ 2,836 bilhões de dólares superou os US$ 2,373 bilhões registrados pela United/Continental. Das empresas latino-americanas, aparece na classificação das 25 Top apenas a Latam, ocupando o 16º lugar pelo valor da receita (US$ 12,471 bilhões) e o 23º pelo “operating profit”, que alcançou US$ 513,086 milhões. American, Emirates e Jal ocupam os três primeiro lugares no rank dos “net profits”, com respectivamente US$ 2,882 bilhões, US$ 1,487 bilhão e US$ 1,246 bilhão. Com cerca de 197 milhões de passageiros transportados no ano passado em seus 965 aviões, a American ocupa também o primeiro lugar desta classificação, com a Delta (171 milhões de embarques em 796 aeronaves)  em segundo e a United em terceiro com 138 milhões de paxs em 706 aviões.

Entre os aeroportos do mundo, o de Atlanta está no primeiro lugar com um movimento de 96,179 milhões de passageiros, seguido pelos aeroportos de Pequim (com 86,128 milhões), Kuala Lumpur, com 83,348 milhões, Londres (73.371 milhões), Tokyo (72,800 milhões) e Los Angeles (70.672 milhões). O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, é o único sul-americanos que aparece entre  os 50 Top, ocupando o 31º lugar, com 39,537 milhões de passageiros .

Novo passaporte brasileiro – No começo de julho as autoridades iniciaram a emissão do novo modelo de passaporte brasileiro, que apresenta algumas importantes alterações, se comparado com aquele ainda em vigor. Em primeiro lugar a validade do passaporte passou de 5 para 10 anos e o preço de emissão que era de R$ 156,07 foi fixado em R$ 257,25. Foi alterada também a sua aparência: a capa apresenta agora um desenho que faz alusão à bandeira nacional, no lugar do antigo brasão de armas; a página com os dados pessoais é impressa sob um laminado de segurança que protegerá a foto do passageiro, tendo no fundo o mapa do Brasil e o nome do país repetido várias vezes.  

Empresas, em maioria, eliminaram a “first class” – A evolução dos transportes aéreos, além de oferecer aeronaves maiores, mais velozes e seguras, não teve o crescimento paralelo da demanda de assentos da primeira classe. Ficou apenas uma minoria dos que há algumas décadas eram os “senhores” da first-class, muitos dos quais optaram pela classe executiva, cujas atuais amplas poltronas e preço mais conveniente motivaram a seu crescimento, que em vôos internacionais supera os 40 lugares. A diferença média de preço entre uma classe econômica que, por exemplo, custe cerca de 1.000 dólares e um assento de executiva é de até cinco vezes (ele sobe até US$ 5 mil) enquanto uma poltrona de primeira classe pode chegar a mais do dobro desse valor. Isso quando a companhia não oferece ao passageiro suítes com sala de estar ,camas e demais exclusividade que fazem a tarifa subir além de US$ 25 mil.

Mas não são muitas essas “exclusividades”, encontradas em particular em aéreas asiáticas e em alguns vôos do jumbo A380 de mais de 500 assentos: com freqüência a executiva e a first complicam a administração de milhares de operações diárias das empresas, que acabam recorrendo ao up-grade de passageiros selecionados para ocuparem os assentos vazios dessas classes. Entretanto é opinião geral que teria chegado a hora de melhorar a classe econômica, oferecendo assentos mais amplos e mais espaço para as pernas dos passageiros. Já houve algum progresso nos 787 da Boeing em operação nos Estados Unidos, que oferecem somente cabines de econômica e de executiva.

 Alliances competem e crescem – A associação entre empresas aéreas chamada de Alliance facilita o embarque de passageiros de outra aérea utilizando o cupão do ticket da congênere. A maior delas é a Star Alliance, que reúne 27 empresas cujo potencial diário totaliza 18.500 voos com capacidade para transportar cerca de 653 milhões de passageiros. Em segundo lugar se encontra a Sky Team com 20 membros,16.400 voos diários e 602 milhões de passageiros e em terceiro a OneWorld,cujos 15 aderentes operam 14.300 voos por dia e podem transportar  512 milhões de viajantes. As três reúnem 62 das maiores empresas aéreas do mundo, possuem um potencial de cerca de 50 mil vôos ao dia, com capacidade de transporte que chega a pouco menos de 1,8 bilhão de passageiros.

No Brasil, entre as novas empresas a Avianca acaba de entrar na Star e a Azul integrará a Sky Team, enquanto a Tam teve que sair da Star Alliance após a sua fusão com a Lan Chile, e agora participa com ela da Oneworld, empresa menor que opera para Londres, Hong Kong e Nova York e por isso se auto define como a “business alliance”. Recentemente surgiu uma nova aliança entre as cinco aéreas que participam do grupo da asiática Etihad, excluindo apenas a Alitalia que ainda integra o Sky Team.