A OPEP QUER PETRÓLEO MAIS CARO

Na semana próxima a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) se reúne no Qatar, tendo como principal objetivo um entendimento para reduzir sua produção, pois somente assim o petróleo poderá ser vendido pelos operadores menores a preços mais elevados, adequados a seus custos de produção De fato eles tem encontrado crescentes dificuldades para comercializar o petróleo aos preços atuais, em volta de US$ 40 ao barril, após uma desvalorização continua, que atualmente chega a 60% na comparação com aqueles de 2013. Em vista da reunião, de grande interesse para vários países cuja economia depende da cotação do “ouro negro”, na semana passada as cotações internacionais do Brent tem tido uma pequena alta. No Brasil, os usuários que durante anos tem pago a gasolina abaixo da média mundial no contexto da política protecionista do governo, estão agora enfrentando reajustes contínuos para o país se adequar à realidade internacional.

VINHOS ITALIANOS CONQUISTAM MAIS MERCADOS

Em Verona, na Itália, foi inaugurada a 50ª edição da ’Vinitaly’ exposição anual da produção nacional de vinhos. O número de expositores chegou a 4.100 e foram cerca de 1.000 os compradores vindos de outros países. Nas declarações oficiais foi anunciado que a estrutura produtiva italiana vale mais de 14 bilhões de euros e que no ano passado foram exportados vinhos nacionais por 5,4 bilhões de euros. Atualmente em média uma em cada cinco garrafas de vinhos consumidas no exterior é italiana, apesar do declínio de 30% na produção, que baixou de 68.2 milhões de etolitro em 2966 psrs od 47,4 milhões registrados em 2015. Ao mesmo tempo o consumo de vinhos no país desceu de 111 litros anuais por pessoa para 37 litros em 2015, estabelecendo um novo mínimo histórico. Nos últimos anos os vinhos italianos de mais de um grau e o cultivo se expandiu até altitudes antes consideradas impossíveis, em volta de 1200 metros.

Viagem de ônibus com risco de assalto?

Antes eram os caminhões com cargas valiosas que eram assaltados nas rodovias do país. Crónicas recentes publicadas pela imprensa deram conta de que a insegurança de quem se encontra ao volante de qualquer tipo de veículos incluem agora ônibus e carros particulares. E aumentaram também os riscos de vida de quem evidencia a menor intenção de resistir aos assaltantes. No jornal “O Globo” de domingo 10 de abril um título de quatro colunas informava que no Paraná, na BR-369 , motociclista assaltaram hum ônibus que levava  seus passageiros para o Paraguai e que, na tentativa de fugir deles o motorista perdeu o controle do veículo e bateu numa arvore na pista oposta : o balanço  foi de 10 mortos e mais de 20 feridos. Na mesma edição, uma página inteira era dedicada a uma iniciativa peruana, que duas vezes por semana liga o Peru ao Rio de Janeiro numa viagem de ônibus que atravessa o Continente em cinco dias, percorrendo cerca de 6 mil km. À parte a incrível prova de resistência dos passageiros, que dependendo do ponto de embarque pagam uma tarifa média de R$ 820, há ainda o sacrifício de viajar num velho ônibus de dois andares, com 12, sem horas de descanso, paradas obrigatórias ou almoço numa travessia que passa por Cuiabá, Porto Velho e Cusco antes de chegar a Lima, quando sai do Rio. E não devem faltar os riscos de assalto, pois se é verdade que o ônibus que ia para o Paraguai foi escolhido na suposição que transportasse passageiros com dinheiro para as compras, o mesmo perigo deveria existir, multiplicado por uma distância 10 vezes maior, para os turistas que escolheram a rota entre a capital peruana e o Rio de Janeiro. Sem contar a possibilidade de uma parada forçada em plena Amazônia.

Senado aprovou projeto preliminar sobre os jogos de azar  

Ainda não foi votado pelo Plenário do Senado, mas tudo deixa crer que, após o furacão do impechment, o projeto que autoriza os jogos de azar no país será finalmente aprovado. Ele limita a algumas regiões do país o funcionamento de cassinos, de preferência onde houver também grandes estruturas hoteleiras ou resorts. Haverá a fiscalização da União, que espera arrecadar vultosos impostos e por isso exigirá a localização dos cassinos ,de preferência, em estados com potencial turístico. Os jornais receberam com frieza a eventualidade de funcionamento dos cassinos, por saberem que suas estruturas estarão nas mãos das mesmas organizações que atualmente controlam várias modalidades de jogos proibidos, cujos capitais pertencem ao chamado “crime organizado”. É notório que elas estão em luta permanente, inclusive armada, para ampliar os seus controles sobre os enormes capitais movimentados pelos jogos de azar Falta acrescentar que o incompetente ministro do Turismo, Enrique Eduardo Alves, ”de passagem” pelo Planalto, já havia dado o seu apoio à liberação dos jogos de azar.