AEROBLOG de 11 de dezembro

AIRBUS ANUNCIA GRANDES MUDANÇAS PARA 2017

A Airbus, empresa europeia rival da Boeing americana, tem confirmado em reunião com a imprensa que a partir de janeiro de 2017 vão ocorrer mudanças substanciais na sua estrutura. Sua atual força de trabalho que atualmente chega a 136.000 funcionários de todas as categorias atuantes nos setores operacional, comercial e administrativo, incluindo a divisão Airbus Commercial Aircraft será remanejada, havendo a transferência de 325 posições e a demissão possivelmente voluntária de 1.164 funcionários.  As mudanças cuja conclusão está prevista para a metade de 2017 incluem também a transferência de seus ”headquarters” atualmente localizados em Paris e Munich para Toulouse, juntamente com seus 325 executivos. . Para acompanhar a evolução dos transportes e elaborar planos de crescimento da produção das atuais aeronaves de maior sucesso e dos modelos em fase de estudo serão admitidos 230 técnicos que se dedicarão a desenvolver os procedimentos da nova hera de transformações digitais. Serão mantidas as divisões de Defesa e Helicópteros e Tom Enders permanecerá nas funções de CEO do Airbus Group.

PILOTOS CANSADOS ATUAM EM VÁRIAS EMPRESAS

Uma pesquisa realizada pela London School of Economics revelou que cerca de 50% dos pilotos ficam no comando de aviões em imperfeitas condições físicas, em maioria pelo fato de estar cansado devido às exigências operacionais das respectivas empresas , com destaque para aquelas conhecidas como “low cost”.Na pesquisa, considerada a mais ampla e profunda entre as realizadas até agora na Europa, foram entrevistados 7.200 pilotos. A utilização dos que não se encontram em condições físicas perfeitas, pode causar sono, pouca atenção nas manobras e erros, afetando a segurança de voo e dos passageiros. Segundo a pesquisa, realizada em colaboração com a Eurocontrol, a organização coordenadora do tráfego aéreo da Europa, as empresas nem sempre tomam em consideração o cansaço dos pilotos depois de realizar dois o mais voos num só dia: 58% deles pilotos admitiram tem voado com frequência bastante cansados; 25% atribuíram o problema à falta de pessoal; 14% lamentou o fato de ter voado também quando não estava bem fisicamente e 21% disseram que não conseguem ter tempo suficiente para o treinamento. A realidade divulgada pela LSE confirmaria um relatório da British Airline Pilots` Association, que revelou ter detectado casos de pilotos obrigados a voar até 20 horas num só dia. Sem contar uma nova categoria de pilotos desempregados, que na Europa chega a 11%%, e que não tendo contratos com as empresas aceitam voar como “free lancer”, sendo pagos por horas de voo e portanto recebendo mais quando ficam ativos por mais tempo. A Grã Bretanha, a Croácia e o Luxemburgo seriam os países onde menor importância é atribuída ao chamado “cansaço de voar”.

O CRESCIMENTO DOS MERCADOS ASIATÍCOS DE AERONAVES

As duas maiores construtoras de aviões estão concentrando seus planos de vendas na região Ásia-Pacífico, que pelo número de companhias e por seu potencial financeiro (os americanos afirmam que os capitais vem dos Estados) são as com maior número de encomendas dos modelos mais recentes da Airbus e da Boeing, depois da onda de A320neo e 737 MAX de corredor único por elas adquiridos. As previsões da Boeing são de que nos próximos vinte anos a indústria da região, com destaque para a China, encomendará 15.130 aeronaves, enquanto a Airbus prevê que elas serão em volta de 12.800, números que representam cerca de 40% da demanda global. Esse crescimento elevará a procura de pilotos para 230.000 e de novos técnicos para 218 mil. As duas construtoras estão se preparando para o seu treinamento: a Airbus abriu um novo centro em Singapura, numa joint venture com a companhia Singapore Airlines, que se acrescenta aos já em operação em Toluse , Miami e Pequim ; de sua parte a Boeing inaugurou seu novo centro em Moscou, que aliviará a pressão das companhias europeias que não possuem esse tipo de facility enquanto permanece elevada a atividade do seu grande centro na Silicon Valley.

AUMENTA O MEDO DE VOAR

O drama dos 71 passageiros que integravam a equipe de futebol de Chapeco, voando de Avro para Medellín, na Colômbia, para disputar a final do campeonato sul-americano, não chegou a se refletir nos embarques da indústria, causando apenas esporádicas e momentâneas desistências de passageiros de empresas regulares, impressionados pela remota possibilidade de outro desastre. De fato os detalhes da “tragédia anunciada” quando o velho avião transitou na Bolívia ,evidenciaram falhas de autoridades aeronáuticas , a começar por permitir que um Avro com quase 20 anos de existência efetuasse um voo com o combustível exato para cobrir uma distância de quase 5mil quilómetros. A tragédia tem acrescentado novos temores aos viajantes que lutam para frear a sensação de pânico que surge em circunstâncias mais difíceis enfrentadas a bordo da aeronave , quando em voo a grandes alturas enfrenta tremores acentuados causados pelos fortes ventos ou pelos cumulus nimbus que preanunciam tempestades. Com o título “Terapia contra aviofobia custa até R$ 8.000” o diário Folha de S.Paulo analisa alguns detalhes do surgimento do pânico, citando a afirmação vinda do Instituto de Psiquiatria da USP paulista, cujo técnico ,dono do centro de tratamento Polaris declara que “O medo é irracional, e você só muda emoção com emoção”. O “curso” para eliminar a chamada “aviofobia” é realizado em 12 a 14 sessões e a “terapia” custa “a partir de R$ 8.000”.Deve ter frequent travellers ,permanentemente em situação de pânico, que acreditam e talvez consigam melhorar. Só vendo.