AEROBLOG de 17 de julho

 

TURISMO PARA O BRASIL

Ministro vem, ministro vai, mas o turismo para o Brasil continua avançando a passos de lesma. De fato, em geral o ministro que vai é incompetente como aquele que vem: muda o nome do titular, mas os resultados não variam apesar do Campeonato mundial ou da reunião de cúpula enquanto se aproxima a Olímpiada de 2016, atualmente dominada pelo temor do mosquito da dengue.  Há mais de uma década que os ministros são nomeados por que pertencem a um partido que apoia o governo sem exigir deles a competência especifica para administrar o cargo. Ainda não foram divulgadas as estatísticas do fluxo turístico que veio do exterior ao Brasil em 2015: os dados mais recentes se referem ao número e à origem dos visitantes de 2013 que totalizaram 5.813.342 e de 2014 que supostamente foram 6.429.852. Deve ser assinalado que esses números são extraídos das listas de desembarques recebidos das autoridades dos aeroportos internacionais e que elas incluem também os aqui residentes. A maioria veio por via aérea, mas os totais englobam também os que chegaram por via marítima, terrestre e fluvial. Dos poucos mais de 6 milhões de turistas que em 2014 vieram oficialmente no país 1.847.834 eram procedentes da Europa, com destaques para os franceses (cerca de 283 mil), seguidos por 267 mil alemães, pelos italianos (228 mil), os ingleses (217 mil) e os portugueses (170 mil). Vindo da América do Norte, (incluindo Canadá e México) em 2013 haviam desembarcado pouco mais 737.175 visitantes e em 2014 eles subiram para 844.969. Os que vieram da Europa dobraram esse número, tendo levado ao Brasil cerca de um milhão de turistas a mais. Numa simples comparação entre algumas dessas estatísticas é evidenciada de maneira dramática a inconsistência do turismo nacional: por exemplo em 2014 a Itália recebeu 51 milhões de visitantes e ocupou o quinto lugar na classificação mundial, sendo precedida pela França. , os Estados Unidos, a Espanha e a China. A receita turística do país , segundo o Ente Nazionale del Turismo Italiano, alcançou os 37 bilhões de euros, ficando no 7º lugar entre seus concorrentes. No mesmo ano a receita registrada pelo Brasil foi de US$ 6,8 bilhões, contra uma despesa no exterior de parte dos viajantes nacionais que somou US$ 25,6 bilhões, repetindo praticamente sem variações os resultados financeiros do turismo alcançados em 2013.

 

MAIS EXPERIÊNCIA DE VOO EXIGIDA DOS PILOTOS  

Há polêmicas nos Estados Unidos entre as Associações que representam a aviação, sobre o mínimo de horas de voo que deveria ser exigido dos comandantes de aeronaves comerciais, apesar de não ter sido registrados incidentes graves após que em 2006 o crash de um Bombardier Q400 matou 50 pessoas. O ATW Transport World de maio lembrou o acontecido, tendo sido provado que o desastre ocorreu pela imperícia do piloto que de acordo com as normas que se aplicam aos aviões particulares possuía um certificado de apenas 250 horas de voo, enquanto o ATP (Airline Transport Pilot) está exigindo de um comandante a experiência de um mínimo de 1.500 horas.  Na aviação militar esse número é reduzido para 750 e o piloto que atuou nela pode ser admitido como comandante de um avião comercial quando chega a 1.000 horas. Atualmente as restrições existentes preocupam em particular as empresas menores, que operam rotas regionais, pois além de aumentar seus custos operacionais estão causando escassez de pilotos qualificados, obrigando as aéreas a reduzir frequências e rotas. Os setores que acham a exigência exagerada tem reagido evidenciando que numerosos voos internacionais procedentes de outros países chegam aos EUA sendo pilotados por comandantes sem as 1.500 horas de experiência. Assim, apesar de um único caso de desastre causado por um piloto menos treinado do exigido, por motivos de segurança as autoridades aeronáuticas, apoiadas pelo Congresso, estão firme em manter uma restrição que por faltarem comandantes poderá afetar o crescimento da indústria.   

 

AEROPORTOS E EMPRESAS AÉREAS LIDERES NO GLOBO

·         Dados oficiais do primeiro trimestre confirmam a liderança dos Aeroportos de Pequim e de Atlanta em numero de embarques, seguidos pelo Charles de Gaulle de Paris. Na China embarcaram no aeroporto principal 22.443.000 passageiros, em Atlanta 15.180.000, na Franca 14.290.000. Entre as companhias aéreas as dos Estados Unidos se destacaram, com o Grupo da American Airlines transportando nada menos que 83.300.000 passageiros seguido pelas também norte-americanas  Delta (76.776.000) e United (74.950.000), e a grande distância pela Air France/KLM com 58.100.000 embarques. A Latam, que une a Lan Chile e a Tam brasileira, ocupa o 11º lugar com o embarque de 29.160.000 viajantes. O crescimento continuo do tráfego se reflete nas entregas de novas aeronaves; em março aquelas das duas maiores empresas fabricantes foram de cerca de 60 aeronaves cada uma. Na Airbus se destacaram dois A380 (destinados às árabes Etihad e Emirates) e numerosos A320Ceo; na Boeing ocuparam a posição principal os 737-800.