AEROBLOG de 18 de setembro

 

BUSH é o responsável pelos ataques terroristas

Foi em setembro de 2001 que foram destruídas por ataques aéreos as torres gêmeas de New York na mais audaciosa e cruel ação bélica já realizada contra os Estados Unidos. Dois anos mais tarde, o presidente Bush planejou com seus generais a invasão do Iraque, alegando que o ditador Saddam Hussein tinha ligações com Osama Bin Laden, autor do plano de ataque a New York e que possuía armas atômicas que deveriam ser destruídas “antes que os terroristas as usassem contra a América”. “Todo mundo sabia que o ditador não tinha nada disso; só havia interesses de seu vice, Dick Cheney por petróleo e outras jogadas...” escreveu no “Globo” Arnaldo Jabor, mas Bush invadiu o Iraque, derrubando o líder árabe que “ainda era o único a refrear os jihadistas”. De fato, depois da guerra que custou aos norte-americanos a morte de 50.000 jovens, os homens bombas se multiplicaram e os atentados se difundiram pelo mundo. Em entrevista à Folha de S.Paulo a economista Loretta Napoleoni foi ainda mais explicita: evidenciou que o terrorismo atual está menos centralizado em lideres, utiliza formas de comunicação com acesso fácil a criptografia, que lhe permitem reunir em ações conjuntas os que ainda acreditam nos ideais do Estado Islâmico. Os dois autores concordam atribuindo à invasão do Iraque e ao conseguinte desmonte do exercito de Saddan, com o surgimento de grupos de milhares de soldados frustrados pela derrota, o motivo principal do surgimento da atual constante e imprevisível ameaça terrorista. E acham incrível, espantoso que não se fale mais no fato que foi Bush que ao invadir o Iraque, assumiu a responsabilidade pela multiplicação das ações terroristas, criando para o mundo um futuro apavorante.

 

A CONJUNTURA DOS TRANSPORTES AÉREOS NA AMÉRICA LATINA

O numero de julho/agosto da revista ATW dedica duas páginas à analise da conjuntura dos transportes aéreos na América Latina, observando inicialmente que há poucos anos havia previsões de grande crescimento do tráfego, tanto que os pedidos de novos aviões e as perspectivas de “profitability’ também animavam as empresas a investirem firmemente na indústria”. Houve uma política de consolidação que criou “três grandes empresas transnacionais: o Latam Airlines Group, a Avianca Holding e a Copa Holding”. Também as empresas estrangeiras aumentaram a sua oferta de assentos e a Delta Airlines, em particular investiu em ações da Gol brasileira e da Aeromexico. Mas nos últimos dois anos a crise econômica do Brasil teve efeitos “devastadores” sobre a indústria de transportes aéreos, causando perdas elevadas no contexto da contração do índice de crescimento do país, que foi de 4%, em 2015 com a previsão de mais 4% para este ano. O texto analisa as preocupações de cada uma das três principais empresas e levanta até a dúvida sobre a possibilidade da Delta retirar seu investimento, destacando em particular que a Gol perdeu US$ 1,1 bilhão no ano passado e que atualmente o mercado brasileiro se apresenta “very volátil and ciclical and is going to come back.” Cueto, o presidente da Latam é mais otimista e acredita que a “tempestade passará”. Em todo caso as três empresas que operam no Brasil cortaram seus custos e suspenderam ou reduziram as entregas de aeronaves. Somente a China acredita que a crise seja uma boa oportunidade para investir no Brasil, e por isso o HNA Group investiu US$ 450 milhões na Azul, a terceira aérea brasileira que opera no país e que está se expandindo na Europa após ter entrado na Tap portuguesa com cerca de 400 milhões de dólares. Entretanto cresceu o interesse da Delta para a Aeroméxico, na qual pretende ter uma participação de 49%. Por último a Copa Airlines, considerada “the most stable airline operator” da América Latina, após ter registrado US$ 185,4 milhões de lucro em 2015, continua acreditando no futuro da região, mas por precaução, depois de cortar a capacidade de 15% no ano passado reduziu no primeiro trimestre de 2016 mais 13% do número de seus voos.

 

TAMBÉM A ITALIA QUER MAIS RIGOR NOS CRIMES SEXUAIS

Juízes e legisladores estão de olhos nos responsáveis por atos de violências sexuais na Itália. Também no país ocorreriam tolerâncias injustificadas em particular nas condenações dos casos de pedofilia, talvez pela dificuldade de ter das vítimas relatórios precisos, permitindo assim que os advogados dos criminosos encontrem formulas para minimizar a gravidade da ocorrência. Ainda mais que com frequência a maioria dos abusos foi consumada durante vários anos, envolvendo familiares das vítimas e em cerca de 30% dos casos o próprio pai. Quando a violência ocorre nos primeiros anos de vida da criança os analistas recomendam que a duração da pena do culpado seja de 8 a 9 anos, baixando para três anos e 11 meses quando o envolvido tem 14 anos. Em relação às violências sexuais sobre mulheres, as condenações estão na média de cerca de 5 anos, se as vitimas se mantêm firmes em suas denúncias até a hora do julgamento, superando a vergonha instintiva, a média de estupradores denunciados e encarcerados diariamente na Itália alcançou no primeiro semestre deste ano 3,8, totalizando 693 acusados de violências sexuais contra menores e estupros: delas 400 foram cometidas por italianos e 293 por estrangeiros, sendo que atualmente 3 344 dos cerca de 54 mil detentos em todos os cárceres do país pertencem a essas duas categorias de criminosos.