AEROBLOG de 19 junho

 

PARA NÃO MORRER A TIROS

Parece que muitos donos de uma arma tem a sensação de dominarem o resto dos mortais. Com elas ameaçam, chantageiam, ferem e matam. Lá se vai a egalité, lá se vai a fraternidade: num contraste de ideias, de credos, ou de interesses quem ganha é o mais forte, ou seja, em maioria quem possui uma arma. E os mesmo estados que supostamente apoiam as corretas relações entre cidadãos, continuam sendo impotentes quando tentam controlar, reduzir ou proibir a multiplicação das armas. E para justificar suas omissões até afirmam que não podem ser ignorados os direitos à defesa dos cidadãos e que evitar abusos é uma questão de consciência individual. Na realidade, como comprovam os fatos, o lobby dos fabricantes de armas é muito forte, quase dominante na maioria dos países. Mas a violência está em crescimento e a última matança nos Estados Unidos evidenciou que atualmente até as preferências sexuais podem motivar uma carnificina. Aparentemente a liberalidade americana se baseia numa emenda à Constituição ratificada nada menos que em 1791. Segundo o lobby da National Rifles Association apesar de ter transcorridos 215 anos, ela deve respeitada da mesma maneira de outras declarações dos Direitos dos cidadãos americanos, e ele continua contando com o apoio de deputados e senadores do Partido Republicano. Assim nos EUA às mortes de estudantes se acrescentaram agora às de pessoas que optaram por outros tipos de relações sexuais, totalizando milhares de vitimas de revolveres ou de metralhadoras. Isso para “respeitar” a mais retrograda e desatualizada das normas de segurança pública até agora em vigor: Ficou claro que não será fácil ganhar da Rifles Association, depois que também Obama, um dos maiores presidentes americanos, não conseguiu mudar a emenda, pois não conseguiu o apoio necessário dos parlamentares e de muitos seus eleitores.

 

HOMENAGEM A LUIZ MÓR E COMEMORAÇÕES DA TAP

O mês de junho registra datas importantes da história dos voos da Tap portuguesa ao Brasil. Na ordem, em 3 de junho passado houve na Câmara Municipal de Belém uma homenagem aos portugueses ali residentes e na ocasião foi homenageado o vice-presidente da Tap, Luiz da Gama Mór. Ele recebeu o diploma “Luiz Vaz de Camões” enquanto era comemorado o sucesso de dois anos de operação do voo entre Belém e Lisboa. Na ocasião foi enfatizada a decisiva participação de Mór no desenvolvimento do tráfego aéreo entre os dois países, com os votos que o vice-presidente permaneça por mais tempo na Tap, tendo ele divulgado a sua intenção de se aposentar no fim de 2017. Em seguida, no dia 10 de junho foi festejado em Belém o “Dia Municipal da Comunidade Luso-Brasileira” e, na sexta-feira passada, dia 17 – num anúncio de meia página na imprensa carioca - a Tap lembrou com duas diferentes imagens do Cristo de braços abertos os “50 anos do primeiro voo a jato Lisboa-Rio de Janeiro”.

 

NEYMAR, O GRANDE AUSENTE NAS DERROTAS

Não se sabe se intencionalmente ou por acaso Neymar, um dos futebolistas mais bem pagos do mundo, atualmente jogando no Barcelona da Espanha, tem conseguido não participar das duas maiores derrotas sofridas pela equipe brasileira em mais de uma década: contra a Alemanha na Copa do Mundo (7 a 1) e, há dias, frente ao Peru que eliminou o Brasil da Copa América, pela primeira vez em 29 anos. Dunga queria Neymar em plena forma nos jogos da próxima Olímpiada, mas com a derrota o técnico perdeu o lugar na seleção, enquanto o jogador se divertia em Las Vegas. Ele foi visto se exibindo entre as mesas de um dos Cassinos, após ter sido convidado no Nevada para participar de um torneio de poker, por ele ganho. A exibição em Las Vegas foi com bola e tudo: há quem afirma que, se ele estivesse na equipe brasileira e nela jogasse assim, talvez teria conseguido evitar as demissões de Dunga.

 

A INDÚSTRIA PENSA NUM NOVO SUPERSONICO

A revista Air Transport World em seu número de maio lembra que o anglo-francês Concorde cessou de operar em 2003. Por suo elevado custo operacional esse avião supersônico foi mantido em voo somente por uma questão de prestígio, pois o número reduzido de seus assentos não pagava as despesas, não havia maneira para elevar as tarifas e estavam aparecendo na rota Europa-USA os primeiros indícios de problemas técnicos.

A ATW divulga que o industrial americano Richard Branson, da Virgin, que em passado desejou ficar com o Concorde, em sociedade com técnicos e capitais da Silicon Valley projeta agora com vários investidores a construção de um novo avião supersônico com capacidade para 40 assentos e velocidade de 2,2 Mach. Deve ser lembrado que devido ao boom existem proibições de voar a grande altura com aviões supersônico. Sendo um dos principais problemas, os técnicos procuram uma formula para reduzir o boom e permitir ao supersônico de voar a alturas diferentes. De outro lado limitar os voos às áreas das costas dos Estados Unidos e da Europa não agrada às empresas aéreas, assim como é evidente que não poderia ser operado só entre Los Angeles e Tokyo. E há o problema das tarifas: segundo cálculos uma passagem Londres/New York e volta, em classes do mesmo nível, que custaria cerca de US4 5.000 num moderno avião a jato, passaria a US$ 20.00 num supersônico. Se realizado o projeto deverá produzir um supersônico menor que aquele aposentado, com 40 assentos em lugar de 100 e também menos da metade de seu comprimento. Isto é: um aéreo menor transportando mais passageiros e gastando menos 30% de querosene. Essas exigências facilitam a possível realização do plano. A parte os problemas de natureza técnica e o interesse das empresas, escreve a ATW, “O supersônico voando ponto a ponto é excitante, mas esse mercado demorará bastante para crescer”.