AEROBLOG de 30 de outubro

AUMENTA A INSEGURANÇA NAS RUAS DO RIO DE JANEIRO

Dois títulos do jornal “O Globo” chamaram a atenção dos leitores, pois ambos evidenciavam a crescente insegurança e o pavor dominantes nas ruas do Rio de Janeiro. “Sob o título “Rio e terror” um artigo de Arnaldo Jabor escreveu:” O Rio é hoje um labirinto bárbaro de corrupção e ineficiência burocrática e estamos diante de uma cidade quebrada, onde a violência assume aspectos cada vez mais ousados, assimilando táticas de terrorismo aprendidos na TV, pois perceberam que são invencíveis pelos métodos tradicionais de polícia... Não há jurisprudência para os crimes atuais. São pavorosamente novos.”   E o texto, mais adiante assinala :”Agora sai da Secretaria de Segurança do Rio o mais competente líder contra o crime que tivemos até hoje: José Mariano Beltrame. Fez tudo que era possível...... Entre outros problemas internos da polícia também foi prejudicado pela displicência de juízes que irresponsavelmente soltam os presos perigosos caçados com dificuldades.....”. Dias depois, o mesmo jornal, numa chamada de primeira página ,resumia sob o título “O terror das balas perdidas de volta” uma estatística impressionante “ Em 24 horas, duas pessoas morreram e três ficaram feridas. Este ano, já são 846”.

Enquanto isso Neymar ganha fortunas

Foi publicado em jornais europeus que o jogador de futebol Neymar renovou o seu contrato com o clube espanhol pelo qual joga até 2021 e que receberá um salário mensal superior a um milhão. O mesmo jogador acabou de inaugurar em Mangaratiba, no condomínio Portobello, a sua nova demora: uma casa situada num terreno de 10 mil metros quadros, com 6 suítes, heliporto, piscina, quadra de ténis, academia de ginástica. A casa é avaliada 28 milhões de reais. É triste ter que admitir que num Brasil com mais de 12 milhões de desempregados - entre os quais pessoas cultas, inteligentes, trabalhadoras, possam ocorrer - como ocorre em outros países com outros campeões da bola – absurdos como estes. Atualmente pouco valem cultura, educação, inteligência: as qualidades que uma vez estavam nas cabeças e abriam o caminho para o sucesso e a apreciação social em todos os segmentos do conhecimento humano, mudaram de lugar: passaram para os pés e tem os campos de futebol como seu privilegiado cenário.

O 747 e o 380 ainda interessam à aviação comercial ?

A tendência atual da indústria aérea está concentrada na produção de aeronaves que conservam no nome o prestigio dos antigos modelos 737 e 320 da Boeing e da Airbus, mas possuem um só corredor para o acesso aos assentos. Sua capacidade de transporte de passageiros tem aumentado junto com a redução do consumo de combustível, o bastante para influenciar o crescimento da demanda, em particular antes da caída do preço do petróleo. O lançamento dos modelos “big size’’ das duas construtora, o 747 e o 380, visava um futuro garantido, na previsão de que aviões maiores atenderiam o crescimento continuo do tráfego. Coube ao 747, ainda em operação após 47 anos de existência, uma relativa melhor performance em vendas, enquanto o widebody da Airbus, mais recente, chegou em época menos propícia. Ele permanece no mercado devido principalmente às empresas asiáticas, que com grandes encomendas atenuaram os efeitos negativos nas vendas causado pela crise atravessada pela indústria até 2014 e pelas falhas estruturais que evidenciou depois de seu lançamento. Quanto ao 747, está sendo utilizado em maioria no transporte de cargas, como confirmam as duas grandes encomendas do modelo 747-8 recebidas pela Boeing, quando já havia decidido limitar a poucas unidades mensais a sua produção. Parece inevitável que se a atual tendência permanecer entre as operadoras, a médio prazo as duas maiores aeronaves até hoje construídas – inclusive pela falta de slots adequados - terão o mesmo destino de suas predecessoras de grande tamanho, como o DC-10, reduzindo sempre mais a sua presença nos aeroportos internacionais.

Também a Embraer fez “marmeladas

Os aviões Embraer, fabricados no Brasil, tem conquistado com sua performance uma consistente fatia de companhias aéreas regionais, interessadas em operar aeronaves com menos de 100 assentos. Mas de acordo com as investigações das autoridades dos Estados Unidos e do Brasil essas conquistas nem sempre foram realizadas de forma legal. Funcionários da construtora atuavam para receber contratos de vendas no exterior pagando propinas. Os países envolvidos foram a República Dominicana, a Índia, a Arábia Saudita e o Moçambique. Acusada de não ter respeitado as regras anticorrupção dos Estados Unidos, a Embraer foi submetida a investigação e processo: na semana passada ela concordou em pagar às autoridades dos dois países uma multa de US$ 206 milhões, dos quais o Brasil receberá R$ 64 milhões. Para pagar esse valor, modesto se comparado com o preço de cada aeronave produzida, a Embraer abriu um programa de Demissão Voluntária para reduzir seus custos: 1.580 funcionários aderiram e deixaram a empresa.

BRASILEIROS GASTARAM ATÉ SETEMBRO US$ 10,480 BILHÕES NO EXTERIOR

A redução da taxa de câmbio do dólar tem reanimado as viagens de brasileiros ao exterior. Segundo o Banco Central até setembro as despesas com viagens internacionais alcançaram US$ 10.4980 bilhões, valor inferior ao do ano passado, quando nesse mesmo período haviam totalizado US$ 14.139 bilhões. De outro lado as receitas propiciadas pela vinda de estrangeiros somaram nos 9 meses US$ 4,667 bilhões, dos quais US$ 436 milhões registrados durante a Olimpíada de agosto e US$ 443 milhões em setembro, mês da Paralimpiada.