AEROBLOG de 6 de novembro

HILLARY OU TRUMP: OPÇÃO SEM FUTURO

O que sobrou de países democráticos e progressistas aguarda sem esperanças as eleições presidências que na terça-feira próxima entregarão a Hillary Clinton ou a Donald Trump a administração dos Estados Unidos. Depois de Obama, o presidente que conseguiu obscurecer com sua política humana e objetiva as lembranças negativas do governo Bush, se dedicando a melhorar as condições de vida dos americanos de todas as raças e categoria social, os Estados Unidos estão para escolher quem será o seu substituto na Casa Branca. Democráticos e Republicanos oferecem aos eleitores seus candidatos, personagens escolhidas sob influências e interesses pouco representativos das aspirações dos milhões que precisariam de mais um presidente com as qualidades de Obama para alcançarem um  nível de justiça social digno de um país como os Estados Unidos, que em varias épocas tem simbolizado os mais elevados ideais de liberdade  e progresso, acolhendo os fugitivos de violências ,de opressão  política e de persecuções inumanas . Lamentavelmente Hillary representa o egoísmo conservador do capitalismo e Trump uma tentativa de mudanças aparentemente originais, na realidade irrealizáveis e discriminatórias: se a primeira for eleita pouco mudará no dia-dia da maioria dos americanos e dos milhões de emigrantes; se Trump obtiver a maioria dos votos, as poucas eventuais mudanças por ele anunciadas além de não refletir o pensamento dos americanos da classe média, terão que enfrentar as barreiras burocráticas enraizadas numa democracia que, na comparação com países governados por ditadores, oferece às pessoas humildes apenas mais aparente liberdade. E o mundo, para sobreviver, continuará dependendo das boas relações dos Estados Unidos com outras potências, pois as bombas atômicas estão bem conservadas e os governantes – eles também para sobreviverem junto com suas claques – poderão usa-las se e quando for da sua conveniência.

Destinos recomendados pela guia turística “Lonely Planet”

Sob o título “Best in Travel” a guia turística Internacional “Lonely Planet”, índica os nomes de 30 destinos que supostamente deverão ser para os viajantes os mais atraentes de 2017. As atrações da maioria deles, e até os nomes dos países, cidades e qualificações são pouco conhecidos pelos turistas, que aparentemente continuam concentrando suas atenções em nomes que há décadas estão na lista dos “must” internacionais. Entre as regiões a guia escolheu o sito inca Choquequirau do Peru e a paisagem vulcânica do Taranaki na Nova Zelândia, seguidos pelas ilhas Açores, o Gales do Norte e o Sul da Austrália. A lista inclui muitas outras regiões exóticas e pouco conhecidas, incluindo a península Arábica e as Bermudas. Cabe a Bordeaux o primeiro lugar entre as cidades, graça às especialidades gastronômicas e à qualidade dos vinhos, seguida por Cape Town na África do Sul, novamente por suas atrações gastronômicas. Entre as cidades turísticas tradicionais são citadas Los Angeles e Mérida (no México) e a pouco conhecida Pistoia, que entre suas atrações italianas oferece aos visitantes a imponente imagem da cúpula de seu Duomo, realizado por Brunelleschi. Há um lugar destacado também para Lisboa, que em 2017 inaugurará um museu dedicado à história do hebraísmo em Portugal, e para Porto, uma das metas turísticas consideradas “mais convenientes”. E não faltam Portland, Moscou e as famosas igrejas de San Pietroburgo. “A proposito de Portland, a cidade americana é conhecida também como ‘ A meca da bicicleta”, cujo grande número circula em condições de segurança privilegiadas, favorecidas pela limitação do número de ônibus e carros, além que pela política de sua administração que freou o crescimento urbano. O mesmo não pode ser dito do Rio  de Janeiro, onde o esforço da Prefeitura para divulgar a utilização da bicicleta esbarra com a invasão dos ônibus e pelos riscos do transito indisciplinado, que obriga a maioria dos ciclistas a utilizarem as calçadas no lugar das ciclovias recém inauguradas nas ruas principais da cidade.

AS ANALOGÍAS ENTRE TRUMP E BERLUSCONI

O “Guardian” de Londres publicou na semana passada uma interessante comparação entre Donald Trump e o italiano Silvio Berlusconi. O autor é John Foot, conhecido analista de fatos históricos. Ele elabora um paralelo evidenciando as analogias no comportamento dos dois eminentes políticos e suas consequências. Depois de afirmar que “após Trump” , também se ele perder as eleições, a política  e a vida social dos Estado Unidos “não serão mais as mesmas de hoje” Foot lista as principais semelhanças entre os dois leaders   : ambos são bilionários, tem tido um duvidoso comportamento fiscal, se destacam por suas atitudes populista, tem tido relações amorosas algo escandalosas, tem enfrentado situações delicadas e cometido gafes .Como inicialmente aconteceu com Berlusconi também Trump está sendo considerado por certas suas atitudes “uma piada” ou um clown, mas não pode ser ignorado – afirma Foot – que “assim como aconteceu na Itália também nos Estados Unidos o atual candidato  mudou o discurso político do país e, vença ou perca as eleições, a sua passagem deixará nele feridas profundas “.  

PREVISÃO DE MAIS 42.600 NOVOS AÉREOS ATÉ 2.035

Em detalhado texto sob o título “Flight Fleet Forecast” a revista Flight Airline Business de outubro prevê que cerca de 42.600 novos aéreos serão incorporados às frotas globais nos próximos 20 anos. O valor dessas entregas é estimado em US$ 3 trilhões, calculados com  base nos custos atuais das aeronaves. Cerca de 7.000 unidades serão produzidas pelas construtoras menores (Embraer, ATR e Bombardier) e incluem os modelos turboprop brasileiros e os chamados regional jets totalizando o valor de 100 bilhões de dólares.

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