AER0BLOG de 16 de outubro

 

Preços de combustível interferem nas vendas de aeronaves

A sensível redução do preço do petróleo atingiu de maneira negativa um dos itens que as empresas construtoras de novos modelos de aeronaves com um único corredor (single aisle) enfatizavam na propaganda. De fato com o combustível caro, seu menor consumo era uma das atrações dos A320neo, do 737Max e até dos CSeries da Bombardier. A Airbus oferecia os A320neo com novos reatores capazes de reduzir o consumo de 15% e logo em seguida a Boeing e a Bombardier acrescentaram outro 5% na performance de suas novas aeronaves. Com o seu anúncio a Boeing conquistou a Norvegian Airlines, que há pouco mais de um ano opera para os Estados Unidos e a “domestica“ JetBlue, que pretende em breve começar a voar para a Europa. Segundo a revista Flight Airline Business deste mês, até a metade de agosto a Airbus havia recebido pedidos para 4.620 unidades do A320neo , e a Boeing para 3.280 modelos do 737 Max. Mas com a redução do preço do combustível a procura no mercado dessas aeronaves não tem reagido como esperado .  Desde junho de 2014, quando começou a caída da cotação do barril de petróleo (que havia chegado a US$ 110) , os pedidos de combustível para os modelos das duas aeronaves tem registrado uma diminuição de respectivamente 43% e 36%. Com isso a nova conjuntura tem beneficiado os esforços mundiais para reduzir a emissão de gases poluentes ,mas não tem influenciado de maneira determinante a demanda por essas aeronaves. Entretanto, depois que há poucas semanas os grandes produtores de petróleo decidiram intervir no mercado para melhor controlar os preços, está sendo prevista uma nova ‘escalation’ do produto que deverá influir na procura das empresas por aeronaves de consumo menor.

A AJUDA DOS “GENÉRICOS”  

Antes deles não havia opções : quem precisava de um remédio devia pagar caro o único “brand” disponível nas farmácias, cujo preço subia periódicos aumentos. Se não houvesse uma “lei” internacional que limita a 5 anos os direitos de exclusividade de qualquer formula medicinal, o preço da maioria desses produtos teria alcançado vértices bem maiores dos atuais. Mas fazem um par de décadas começaram a surgir no mundo os primeiros “genéricos”, com os mesmos ingredientes do original  mas mais baratos. O seu número aumenta a cada ano, pois mais “brands” perderam a exclusividade de seu primeiro produtor e agora são oferecidos com outro nome. Eles são chamados equivalentes ou  “biosimilares” e se identificam apenas com a formula de seu original, alcançando em média 75% dos medicinais. Todavia em vários países as “duplicatas” dessas marcas  não tem a preferência esperada e já se verificam casos nos quais quem ainda produz o produto original lança no mercado também seu genérico a um preço que nem sempre  chega a ser 10% mais barato. Assim as titulares conseguem manter seus altos índices de lucro, pois segundo dados de pesquisas médicas o consumo de medicinais eficientes e caros tem crescido junto com o aumento da população

ÍNDICES DE CRESCIMENTO DO TRÁFEGO AÉREO

Um artigo da revista Flight Airline Business registra que no primeiro semestre de 2016 as 49 maiores empresas aéreas registraram um crescimento médio de 5,6% de seu tráfego internacional de passageiros (praticamente igual ao aumento de assentos ), com um aproveitamento médio de 81% da oferta. Em relação à América Latina o índice de crescimento foi menor (3,8%) com as empresas brasileiras se destacando pelos índices negativos : a Gol teve uma redução de 8,8% do número de embarques, de 7,5% da capacidade oferecida e de 1,0% do load factor, enquanto a Latam Brasil teve -5,7% de embarques, e reduziu a capacidade de 6,8%  elevando porém para 82,6 % seu l.f.  Bem diferentes foram os dados da Latam Chile que registrou, na mesma ordem, + 23,9%, +21,9% e + 1,4% . Os dados das restantes operadoras na América Latina ,  Avianca, grupo Aeromexico, Copa e Volaris foram todos positivos.

A DOENÇA FINANCEIRA DO PLANO DE SAÚDE UNIMED.

Os 5.400 médicos que fazem parte da cooperativa que estruturou o Plano de saúde Unimed foram convocados no dia 27 de setembro para participarem de aportes para cobrir os R$ 500 milhões necessários para manter em atividade o Plano, cujo passivo já alcançou cerca de RS 1,9 bilhão. A proposta foi recusada pela maioria, mas dias depois uns 800 médicos voltaram à Unimed dispostos a quitar suas respectivas cotas devedoras, visando manter seus nomes entre os profissionais indicados pela entidade como seus representantes. Eles devem ter considerado que, com a crise geral do país, apesar de relativamente baixos os honorários por consulta pagos pela Unimed representam para muitos profissionais um fluxo consistente de usuários que  - segundo previsões da Agência Nacional de Saúde – ficariam bastante reduzidos se tivessem que pagar diretamente  cada consulta cujo valor médio estaria em volta de RS 400. Assim o “caso” Unimed ainda não está encerrado,  mas diminuiu o número de participantes que continuam pagando sua contribuição, assim como se reduziu bastante a lista de médicos e hospitais que ainda aceitam o “cartão” Unimed .Após as últimas adesões de médicos ao pagamento do aporte, no contexto das dividas com a entidade, a ameaça de uma liquidação extra judicial da Unimed estaria sendo afastada e com uma ampla reestruturação e a ajuda de bancos ainda poderia ser realizado o indispensável plano de recuperação da companhia.