Aeroblog de 10 de julho

 

Quase 3 mil emigrantes faleceram no mar

Estatísticas divulgadas pela OIM (Organização Internacional para as Emigrações) relatam as tragédias vividas no primeiro semestre deste ano por 2.920 emigrantes que faleceram no Mar Mediterrâneo. Esses vinham de países da costa africana visando alcançar a Europa, onde esperavam ter opções sempre mais raras de vida digna, após ter enfrentado em casa persecuções e guerras. No mesmo período de 2015 o número de pessoas que perderam a vida nessa última tentativa de sobrevivência havia totalizado 1.838. A OIM assinala também que até o mês de julho nada menos que 230.885 emigrantes conseguiram chegar à Europa, dos quais 158.527 desembarcaram na Grécia e 70.978 na Itália. A maioria era procedente da Líbia, seguida pelos que vinham do Egito. O desequilíbrio entre essas acolhidas e aquela oferecida a esses emigrantes por outros países europeus, está motivando reuniões que visam alterar o texto assinado em reunião realizada em Dublím, com o objetivo de garantir uma vida digna tanto aos refugiados políticos quanto aos que fogem da pobreza. É um problema de difícil solução, pois a maioria dos países da Europa atravessa crises econômicas que afetam até as possibilidades de trabalho das novas gerações, obrigando um crescente número de jovens a procurarem no exterior os meios de sobrevivência.

 

REPATRIAÇÃO DE RECURSOS SERÁ LEGAL ATÉ 31 DE OUTUBRO

Os mais de 100 bilhões que faltam ao Brasil para fechar seus balanços fazem com que o governo procure todos os caminhos para reduzir seus déficits. Não fossem os índices de impostos já em vigor, entre os mais elevados do mundo, novos ônus fiscais seriam a medida mais adequada, apesar de ainda insuficientes para fechar o espantoso rombo. Por esse motivo, enquanto por falta de confiança na economia do país não chegam os indispensáveis investimentos do exterior, o governo Dilma propôs que os brasileiros que transferiram ilegalmente em paraísos fiscais e até em bancos regulares milhões ou até bilhões de cruzeiros, de reais ou de outra moeda legal da época, possam repatriar essas suas fortunas até 31 de outubro próximo, em troca da amnistia pelos crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro - prévia assinatura e encaminhamento à Receita Federal de uma declaração oficial na qual declaram que esses ingentes valores foram obtidos de forma lícita.  Para a regularização da transferência os interessados deverão pagar 15% de imposto de renda e mais 15% de multa, sendo que a lei brasileira permite o deposito de valores no exterior, com a condição de que a operação seja previamente declarada à Receita Federal. Após os escândalos descobertos nas várias operações Lava Jato, haverá grande desconfiança em relação à origem de muitos desses recursos: isso cria dúvidas sobre o resultado da repatriação, que sem dúvida ajudaria bastante na recuperação financeira do país.

 

DIMINUI O NÚMERO DE BAGAGENS PERDIDAS

A revista Air Transport World, ATW, dedica um detalhado texto ao problema da perda de bagagens, que segundo os índices oficiais da SITA está em franco declínio, apesar do notável aumento dos embarques em todos os aeroportos do mundo, que chegaram a 3,5 bilhões. As estatísticas evidenciam que no ano passado, apesar do número de passageiros embarcados ter aumentado de 1,61 bilhão, foram perdidos 23,1 milhões de bagagens registradas enquanto em 2003 tais ocorrências haviam totalizado 24,9 bilhões de unidades.  Em 2007 foi registrado o índice mais elevado de perdas de bagagens: 18,88 por cada 1000 passageiros. Ele baixou para 6,55 por mil em 2015. No ano passado as malas que tiveram problemas no transporte aéreo se dividiram nestas três categorias: bagagens perdidas ou roubadas 6.1%%%%; furtadas ou danificadas 14,8%; com atraso na entrega aos passageiros 79,1%. A maior causa de atrasos foi o embarque errado nas conexões (transfer mishandling) com 45% de casos, seguida pelos erros no embarque (19%), inclusive burocráticos (16%); por atrasos nos aeroportos devido ao mau tempo ou a outras causas; e ainda por erros (4%) na chegada ou na escolha da etiqueta identificadora. Divididas por regiões, as melhorias que ocorreram entre 2007 e 2015 nos índices de perdas de bagagens foram: de 8,60 para 7,80 na Europa; de 7,06 para 3,24 na América do Norte e de 3,05 para 2.02 na Ásia.

 

A GOL ATRAVESSA FASE DE “CALOTE SELETIVO”

A Agência internacional de avaliação de risco Standard & Poor`s baixou a nota da Gol para o nível SD, ou seja atribuiu à aérea brasileira a posição “calote seletivo” depois que a companhia decidiu trocar títulos que havia emitido no exterior, visando a redução de US$ 101,2 milhões (cerca de R$ 330 milhões) na sua dívida , que no final do primeiro trimestre deste ano alcançava R$ 16,3 bilhões. Com essa troca, considerada de difícil execução pelos analistas financeiros, a Gol recorre a mais uma manobras para evitar a temida “recuperação judicial”. A primeira reação da Bolsa de São Paulo foi negativa, registrando a queda de 5,88% no valor das ações da empresa.