AEROBLOG DE 28 DE AGOSTO

 

O TERREMOTO QUE SURPREENDEU A ITÁLIA

Na noite de terça para quarta-feira, às 3h36, um terremoto em escala 6 surpreendeu a Itália, foi sentido em dezenas de cidade, e feriu a morte pequenas aldeias disseminadas pelos Apeninos, a zona montanhosa que atravessa do norte ao sul o centro da península. Ate ontem ainda havia tremores de terra e o número de mortos tinha chagado a 290, após que as primeiras informações haviam falado de apenas 30 vitimas. Somente em uma das áreas mais atingidas, o contado de Amatrice, (famoso por sua receita de espaguetes) as vítimas foram 230. Centro turístico às vésperas de um evento popular, a pequena aldeia estava com o hotel Roma lotado: todos os hospedes teriam perecido. Após o desastre sísmico surgiram críticas à omissão governamental, pois a maioria das casas construídas precariamente há dezenas de anos em áreas de “altíssimo risco” não se haviam beneficiado do plano de reconstrução elaborado após o terremoto de 2009, que atingiu e destruiu parcialmente a cidade de Áquila, situada nessa zona. Mais 50 milhões de euros foram acrescidos agora aos 250 já disponíveis para a reconstrução e enquanto afluem do mundo inteiro donativos para os que ficaram sem casa (mais de 2.500) , aos sobreviventes só resta esperar. Com este já totalizam 110 os terremotos que nos últimos 16 anos atingiram a zona central dos Apeninos italianos.

APÓS A SEGURANÇA OLÍMPICA O RIO TEMERIA PELA VIOLÊNCIA

Segundo os correspondentes do New York Times a segurança registrada no Rio de Janeiro nos dias dedicados aos Jongos Olímpicos foi atípica. Houve pequenos assaltos, dezenas de furto nas habitações da Vila Olímpica, um policial foi morto, mas o clima foi de segurança para os cariocas, comparado com a situação dramática que a cidade vive quando não é policiada pelos 85 mil seguranças, incluindo 25 mil soldados, que atuaram (e ainda se encontram) no Rio durante a Olimpíada. Os cerca de 10 mil casos de assaltos e roubos que se verificaram em maio, somados aos 1.500 homicídios do primeiro semestre preocupariam “alguns brasileiros”, temerosos pelo que poderá acontecer agora que os Jogos acabaram e as forças policiais voltarão para suas cidades de origem, deixando o Rio de Janeiro ”sozinho, para lidar com a criminalidade e com uma crise financeira”.

O ADEUS DA PRESIDENTE DILMA

Amanhã a presidente afastada Dilma Rousseff se apresentará no Senado, onde está sendo julgada, para fazer a última defesa de sua performance na Presidência da República. Se na sucessiva votação a maioria a favor de seu impeachment mantiver a vantagem que no momento parece evidente, seu vice Michel Temer assumirá a presidência até o final do mandato, em cerimônia a ser realizada no Congresso Nacional.  Dilma terá até 30 dias para deixar o Palácio da Alvorada e deverá gozar de todas as prerrogativas garantidas aos ex-presidentes da República.  Ela irá para Porto Alegre, onde serão transferidos todos os seus bens, num avião da Força Aérea Brasileira e na sua cidade de origem terá o direito de utilizar até oito servidores públicos para a sua proteção, incluindo dois motoristas e dois assessores. A expectativa é de que o processo possa ser encerrado nos dias 30 ou 31 do mês, se os violentos contrastes entre senadores a favor e contra não obrigarem o presidente do Supremo Tribunal Federal, que preside as sessões, a estender os acirrados debates até o começo de setembro, após os quais se concluirá com a votação final esta dramática fase da política nacional. A possibilidade de Dilma conseguir mais votos que seus opositores parece atualmente remota. Mas quem ainda a apoia lutará até o ultimo minuto.

 

Convencida de que a morte não é o pior dos males, a escritora norte-americana Caitlin Doughty decidiu relatar e comentar algumas das ocorrências por ela testemunhadas num crematório dos Estados Unidos. Sobre o assunto que é o argumento principal do livro “Confissões do Crematório”, ela apresenta uma série de considerações que transformam o seu conteúdo numa espécie de inteligente breviário para o além. Durante os vários anos que passou no crematório ela presenciou cenas que seriam grotescas, se ocorressem em outras circunstâncias. Ela lembra casos insólitos, quais à lubrificação da mão de um morto para retirar a aliança ou, entre outros, a raspagem da cabeça de um bebé cuja família queria ficar com os cabelos como lembrança. Mas o texto vai mais longe misturando histórias e realidades em relação ao tratamento dado aos defuntos ao longo dos séculos Ela afirma “a morte e o morrer são o tabu do mundo moderno” e confessa que seu primeiro trauma foi aos oitos anos, quando presenciou a caída de uma escada rolante e a morte de uma menina: já adulta ficou com a ideia fixa de que pessoas estranhas cuidariam dos cadáveres de sua família e para amenizar esse pesadelo fundou em Los Angeles sua própria casa funerária, que além de não ter fins lucrativos fornece assistência aos familiares, para humanizar a ocorrência. Segundo a autora a cultura moderna “nega a morte” e ela continuará lutando para revolucionar a insensibilidade dos que operam no setor funerário.

SAIU A REVISTA AIR TRANSPORT WORLD DE SETEMBRO

Pontual, como é da sua tradição, já se encontra em circulação, inclusive na sua “digital edition”, a revista ATW de setembro. Além do artigo de capa “World Airport Report”, a publicação foca dezenas de assuntos de atualidade dedicad0os aos transportes aéreos, quais a entrega dos novos A350 XW; a suspensão de voos da ANA devido a problemas nos reatores Rolls-Royce de seus Boeing 787; como a JetBlue enfrenta a escassez de pilotos; o pequeno incêndio num A380 da Qantas causado pelas baterias de lítium; estatísticas do tráfego mundial do  mês de julho.