AEROBLOG DE 31 DE JULHO

 

Aéreas americanas preocupadas com o “Open Sky”

Os Estados Unidos foram os primeiros a apoiar mais liberdades nas operações dos transportes aéreos internacionais, forçando a eliminação de barreiras que limitavam os direitos de tráfego das empresas de outros países. Atualmente as autoridades aeronáuticas do país estão sobre pressão das maiores companhias, como a American, a Delta e a United para que façam respeitar às estrangeiras que gozam do tratado de “Open Skies” – em particular as asiáticas – a exigência que limita a US$ 5 bilhões os financiamentos que recebem de seus governos. No ano passado, as denúncias dessas empresas haviam criado dificuldades – sem consequências práticas – nas relações com as empresas do Golfo, acusadas de oferecer serviços sempre mais numerosos entre seus países e os Estados Unidos dispondo de frotas em contínuo crescimento, pagas com ajudas financeiras ilimitadas de seus governos apesar dos acordos de céus abertos limitar o valor desses subsídios. Este ano a polémica é com a Europa, após que os Estados Unidos aumentaram suas restrições ao programado início dos vôos entre Cork e Boston da Norwegian Air International. Já fazem dois anos que empresa low fares da Irlanda pretende voar para os USA cobrando tarifas baixas e participando do acordo de open skies, mas tem encontrado a resistência do DOT (Department of Transportation) – pressionado pelas empresas regulares. Parece que a tensão esteja no fim após a reação da comissária para os Transportes da União Europeia, Violeta Bulc que em e-mail com cópia ao secretário de Estado, John Kerry, afirmou que a proibição à NAI de operar para os Estados Unidos poderá prejudicar suas relações com o setor aéreo da EU. Essas restrições, segundo o fundador da US Business Travel Coalition, Kevin Mitchell, entrevistado pela revista Air Transport World, evidenciam uma atitude ante competitiva de parte das aéreas norte americanas, pressionadas pelas associações de pilotos (que não gostariam do fato da congênere ter contratado pilotos asiáticos) e pela possibilidade que a concorrência de tarifas low reduza os seus lucros, como já está acontecendo na Europa nas rotas operadas pela doméstica Norwegian Air. A empresa está operando 8 Boeing 787-8s e um 787-9, com a previsão de ter 40 desses modernos aviões até o ano 2020, mais as unidades de Boeing737-MAX que serão dedicadas às suas operações “short haul”. Segundo a FedEx que representa um dos segmentos mais importantes nas relações entre USA e UE– a política de Open Skies tem beneficiado em particular o setor “cargo” e deve ser mantida, mas admite também uma ampla analise dos acordos, visando some improvements that need to made.

 

CEREBRO SEMPRE OCUPADO RETARDA O ALZHEIMER

Pesquisas recentes confirmam que, na luta contra o avançar da doença de Alzheimer, os cérebros que ao longo da existência estiveram sob pressões ativas e criativas, que continuam mantendo como exigência diária em idade avançada, são aqueles que mais resistem ao progredir do mal, que se manifesta incialmente com a perda gradual da memória e que aflige milhões de pessoas, em geral a partir dos 65 anos. Desde o começo do século passado a luta contra a doença tem mobilizado milhares de estudiosos. Atualmente se sabe que processos químicos e físicos alteram progressivamente o funcionamento do cérebro e destroem ao longo de alguns anos quem é atacado pelo Alzheimer. Numa pesquisa feita na Universidade do Texas com a participação de 330 pessoas de idade entre 50 e 89 anos, publicada na revista Frontiers in Aging Neuroscience, ficou evidente que quem desenvolvia diariamente atividades físicas e mentais mais dinâmicas, estimulava o cérebro e apresentava no teste maior agilidade mental e capacidade de elaborar informações com maior rapidez, além de possuir uma capacidade de memória normal. Outra publicação, a Rejuvenation Research ,evidencia os resultados positivos contra o avanço da doença alcançados  pelos idosos que realizam diariamente o chamado “Training cognitivo’, uma ginástica mental que inclui as respostas a jogos de palavras cruzadas e de sudoku. Os que se submeteram aos testes eram idosos de 65 anos, que lutavam contra a perda de memória sem recorrer ao uso de fármacos.

 

CONTRA A IMPUNIDADE DE QUEM MATA AO VOLANTE

Por incrível que pareça, há parlamentares brasileiros a favor da redução das penas para os motoristas que, em condições normais ou dominados pelo álcool, matam inermes cidadãos que por acaso se encontram nos seus caminhos. Atualmente o simples atropelamento pode ser considerado, de acordo com as circunstâncias, homicídio culposo ou doloso. As penas previstas são de 2 a 4 anos de prisão no primeiro caso e de 20 anos de reclusão se for demonstrada a intenção de matar, em particular evidente quando o acidente é provocado por motoristas bêbados. Os deputados já aprovaram a redução dos anos de prisão e a proposta está tramitando no Senado. Na polémica entre as famílias que perderam entes queridos e os defensores dos atropeladores há – além do desejo de aumentar os anos de detenção dos culpados - a frustração pela forma de aplicação das penas. Praticamente ninguém é preso e quando isso acontece inclusive quando são casos causados per indivíduos que continuam não respeitando a “lei seca”: eles raramente ficam na prisão por muito tempo. Pagaram R$ 1.915,40 de multa, tiveram a carteira recolhida e a retenção do veículo por algum tempo. E só.