Aeroblog: Apresentação Aos Leitores

 

Deixaremos as notícias políticas fora deste informativo, por se tratar em maioria de fatos e de personagens que refletem interesses com frequência em contraste e de escasso interesse para os leitores.

O dia-dia oferece muito mais: as vezes são valores desconhecidos, erros e equívocos não divulgados como mereceriam, iniciativas cujo efetivo potencial é ignorado.  E, obviamente, serão escolhidas de preferência notícias ligadas aos transportes aéreos.   

Etihad Airways é a “airline of the year

A revista ATW concedeu à Etihad, empresa nacional dos United Arabs Emirates, o título de aérea do ano. As companhias menores participantes de sua “joint venture” transportaram no ano passado mais de cinco milhões de passageiros, com um aumento de 43% sobre 2014. Entre elas a Alitalia, que cedeu à congênere 49% de suas ações, tem contribuído com novas ligações entre a Itália e a Europa a consolidar os voos para Abu Dhabi e além. A Etihad opera somente Airbus 380 e Boeing 787, nos quais oferece luxuosos apartamentos conhecidos pelo nome de “The Residence”, e em 2015 tem transportado 17,4 milhões de passageiros, mais 17% na comparação com 2014. Na avaliação da ATW, o prémio foi concedido  á aérea por suas excepcionais performances no setores financeiro, operacional, de atendimento aos clientes, laboral e de segurança .  

Mais concessões à “Infraero” para salva-la da mediocridade

A tradicional incompetência da “Infraero” receberá do governo mais um imerecido apoio, Ela será a concessionária dos aeroportos do país, com destaque para o Santos Dumont e Congonhas, que atualmente administra de maneira precária. Ela poderá se beneficiar do aumento de capital previsto para 2017, inclusive com participação estrangeira de 49%%, mas antes deverá realizar um difícil processo de reestruturação administrativa e técnica. Até as suas estatísticas referentes ao número de estrangeiros que desembarcam nos aeroportos nacionais são equivocadas. Há anos que a causa principal das insuficiências crônicas da “Infraero” é notoriamente devida à falta de pessoal treinado e à escolha de chefias incompetentes indicadas por razões políticas.

Novas normas de Anac não serão a favor dos paxs

A partir de 2018 os viajantes em empresas aéreas deverão cumprir no país novas normas elaboradas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se ratificadas, após serem aprovadas nos 30 dias da próxima audiência pública.  As vantagens iniciais previstas no texto elevam de 5 para 10 kg a franquia da bagagem de mão e eliminam por dois anos quaisquer ônus no despacho no porão de até duas malas de 23 kg, nos voos domésticos e de uma de 32 kg nos internacionais. Mas já no segundo ano. as  duas  malas incialmente  permitidas no país serão reduzidas a uma só e terão o peso cobrado  a partir do terceiro. Segundo a Anac com isso será removido o maior obstáculo às operações de empresas “low cost” no país. A intenção é valida, mas o fato é que no final as mudanças penalizam os passageiros. 

Mais uma classificação das melhores e das piores aéreas

Na classificação da AiHelp, uma empresa que tutela os interesses dos passageiros nas divergências com as empresas aéreas, após avaliação da qualidade do serviço de bordo, da pontualidade e da eficiência na solução das reclamações, foi indicada como vencedora a Qatar Airways, seguida pela KLM e pela Air Baltic. Na pesquisa, realizada em mais de dois anos, entrevistando 235 mil viajantes, foi atribuída importância especial à pontualidade, item no qual se destacou a Japan Airlines, tendo 80,4% de seus voos aterrissados em horário durante 2015. Na lista das melhores, após as primeiras três se encontram Air France, Lufthansa, ,Air Canada e Emirates. Entre as piores Swissair, Easyjet, Virgin Atlantic, Air Lingus e Iberia.

Turismo no Brasil continua sem futuro

2016 poderia ser o ano do lançamento do turismo nacional: as Olimpíadas e o câmbio favorável representam dois válidos motivadores para a vinda de estrangeiros. Mas surgiu uma incógnita, a delicada conjuntura sanitária criada pelos mosquitos. Seus eventuais efeitos negativos sobre o fluxo turístico serão mais um álibi do Ministério para justificar outro ano de incapacidade crônica de alavancar a vinda de estrangeiros, evidenciada pela atual posição ocupada pelo turismo do Brasil na classificação mundial: ele se encontra no 80º lugar, após ter chegado em 2005 ao 35º. Não faltam turistas no mundo. de acordo com a OMT: o que falta para recebe-los aqui é um Ministério competente . Os US$ 670 milhões que em janeiro passado os visitantes teriam gasto no país o demonstram.