AEROBLOG: EDIÇÃO DE 15/5/2016

ROMA/SANTIAGO NON- STOP EM 15 HORAS DE VOO

A Alitalia não se arrependeu de abrir o seu capital aos árabes da Etihad: se encontrava à beira da falência quando os sindicatos entenderam que sem uma “injeção” financeira acabariam perdendo o emprego, pois a empresa tinha esgotado os meios para competir com sucesso até com as companhias que operavam em seu território. Atualmente mantém o seu plano de fechar 2017 com lucros e, além de consolidar as operações na península, está aumentando o numero de destinos em voos transcontinentais. Desde 2 de maio reinaugurou a rota non-stop Roma/Santiago, que havia abandonado em 1999, quando chegava a capital chilena via Buenos Aires com o Boeing 747. Agora serão 5 voos por semana e já está programada para 16 de junho a inauguração dos voos non stop Roma/Cidade do México. Mas o pulo maior ocorrerá em 18 de julho quando a empresa italiana chegará a Pequim. Numa época de dificuldades para a aviação comercial, apesar do alívio econômico conseguido com a redução do preço do querosene, a expansão da Alitalia tem uma explicação: a abertura de 49% de seu capital à Etihad, que permitiu a reestruturação da empresa e a renovação de sua frota. Mais um exemplo da realidade da aviação comercial: é uma indústria cara, em grande desenvolvimento, que para se expandir no exterior precisa de aeronaves modernas, que hoje custam milhões de dólares inclusive sob a forma de leasing e exigem o melhor aproveitamento, possível somente com investimentos publicitários e bons serviços. O Brasil aderiu há semanas, após anos perdidos, á formula da participação de 49% de capitais estrangeiros em suas empresas aéreas, sem aparentes indícios de interesses externos. Entretanto o grupo Latam acaba de financiar uma ampla campanha publicitária para relançar a Tam, enquanto na Gol se fala em perdas de milhões e na renegociação da maior parte de sua dívida, que no final do ano passado totalizava R$ 17 bilhões. E a Azul, após ter ganho a disputa pela Tap portuguesa continua “stand- by”.

Facilidades aos turistas contra o caro-vida nacional

Produtos alimentares estrangeiros sempre custaram caro no Brasil. Presunto italiano, queijos franceses, doces belgas e qualquer outro produto processado encontravam na alfandega uma barreira difícil de transpor legalmente. Desde 1934 a produção nacional, ou os lucros dos importares, eram protegidos e era proibido aos turistas de trazê-los do exterior em qualquer quantidade, para uso familiar. Na crise atual, com a desculpa do dólar próximo dos 40 reais os preços de qualquer produto estrangeiro de origem animal (como presunto ou salames), e até mesmo manteiga e leite em pó, chegaram a custar no Brasil duas vezes o preço vigente no país de origem. Numa medida oportuna, apesar de ter alcance modesto no custo alimentar do brasileiro  ,o Ministério da Agricultura-  que ao longo de 82 anos havia proibido  às “pessoas físicas” de adquirir como turistas  esses produtos estrangeiros  para uso familiar – decidiu publicar  uma “Instrução Normativa” que permite aos viajantes de trazerem nas malas quantias significantes  de “derivados de carne industrializados” ( até 10 quilos  por pessoa),de “produtos lácteos”, de doces  e de pescados, (5 quilo por pessoas para cada categoria).As autoridades  “descobriram” que todos os produtos industrializados no exterior trazidos na embalagem original de fabricação, e não somente o palmito e as azeitonas – não contem germes perigosos para a produção agropecuária nacional, pois  sua idoneidade já foi comprovada na origem. Os importadores não gostaram da medida, apesar da isenção de impostos ser limitadas à cota de US$ 500, que vigora na alfandega para todos os tipos de produtos de origem estrangeira.

Aviões cheios mas mais cômodos na “premium economy”

A revista ATW de abril publica mais um de seus textos que são verdadeiras pesquisas sobre o assunto, pois analisam os pontos de vista do mercado, das empresas aéreas e dos passageiros. Sob o título “Setting confortably” enfatiza os esforços das companhias para encontrar o justo equilíbrio entre receitas e espaço ocupado pelos assentos das “main cabines” .Ela desmente o conceito que os passageiros sejam tratados como sardinhas, atribuindo em parte esse conceito ao fato que muitos voos, em particular nos Estados Unidos, operam totalmente lotados. Haveria um esforço de parte das empresas para em particular não reduzir o numero de assentos oferecidos na classe econômica nos novos modelos de aeronaves de corredor único, quais o Airbus A320neo e i Boeing 737 Max. Para tanto há reduções mínimas no tamanho das poltronas ou no espaço entre as fileiras, utilizando novos modelos de assentos, mais leves e com estruturas que em particular visam melhorar o posição dos joelho e o espaço para esticar as pernas. Sem contar o recurso a novas tecnologias visuais que aumentam as opções de “entertain them”. Atualmente 31 empresas aéreas oferecem a chamada “Premium Economy”. Em 2010 elas eram apenas 12.