AEROBLOG DE 1 de Janeiro de 2017

GANANCIA LEVA EMPRESAS AÉREAS A REDUZIR TAMANHOS DOS BANHEIROS

A maioria das empresas aéreas sempre recebeu centenas de cartas de passageiros de classe econômica se queixando do tamanho dos assentos. De fato ficar sentado durante 8 ou 10 horas nas chamadas poltronas de economy desses voos significa a impossibilidade de dormir e, com sempre maior frequência, discussões com os passageiros que sentam na fila anterior ou com um vizinho que não sabe evitar o contato com o seu braço ou que dificulta a saída em direção aos banheiros. Algumas companhias já tem instalado nos novos aviões assentos que apresentam como mais cômodos e mais largos, sem precisar que na realidade as modificações alcançam apenas alguns centímetros, tanto na largura como na distancia entre as fileiras que dificulta ao viajante de mexer as pernas. São mudanças pequenas após que a indústria de transportes aéreos teve dois anos de bonança, com lucros crescentes devidos à redução do preço do combustível, que representa mais de 30% das despesas operacionais. De acordo com o comentário publicado pelo New York Times está aumentando o número de queixas vindas de passageiros que voam nos novos modelos de aeronaves de corredor único da Boeing e da Airbus: nos 737-800 e 737-900 além que nos 320 da Airbus eles estão sendo surpreendidos pela redução do espaço dedicado aos lavatórios, que nunca foi o ideal. O prestigioso diário americano relata que passageiros com deficiências físicas, de estrutura corporal maior que a média ou com crianças que precisam de assistência, tem encontrado dificuldades para utilizar de maneira adequada os novos banheiros mirim. Um cantor aposentado com 1,93 metros de altura chegou a declarar que teve que “se contorcer” para conseguir usar um dos lavatórios dos 737-900 da United, a empresa que no mesmo avião está instalando banheiros tradicionais e do novo “modelo”. Mas a United não está sozinha : a Delta e a Alaska entre outras são as companhias mais criticadas. A frequência de pequenos acidentes já registrados pelos usuários e as possíveis consequências para a segurança de voo – assinaladas pelos comissários - deixam prever a possível intervenção das autoridades da Aviação Civil, limitando o número de micro lavatórios nos novos aviões, que ficariam “only for children”. Com alguns assentos a menos em aeronaves com capacidade para transportar cerca de 300 passageiros, os analistas excluem que as empresas irão à falência.

BOLIVARES VENEZUELANOS EXCELENTES PARA FALSIFICAR DÓLARES

Os traficantes de moedas falsas descobriram que o super-desvalorizado bolívar da Venezuela se tornou um precioso veículo para ser transformado em dólares. São notas de 100 bolívares que após serem descoloridas recebem a impressão da imagem de Benjamin Franklin, que identifica os 100 dólares americanos. Tamanho e qualidade do papel facilitam a operação. Segundo a Folha de S.Paulo da semana passada, o governo da Venezuela detectou uma incrível saída de bolívares pelas fronteiras legais e ilegais da Colômbia e do Brasil em cujos territórios foram apreendidos milhões deles nas malas de traficantes de várias nacionalidades. Os fraudadores teriam identificado nas desvalorizadas notas venezuelanas o tamanho e a qualidade ideais para transforma-las em dólares americanos – pois além de não ter valor para a troca legal com outras moedas – são impressas em excelente papel que impede seja detectada a falsificação, quando os “novos dólares” são submetidos aos testes costumeiros dos cambistas.    

A BARULHENTA NOITE DE FESTA DO ANO NOVO

Já é um habito internacional festejar o advento do novo ano com fogos multicolores que se levantam no céu e iluminam as cidades por longos minutos. Eles querem expressar as esperanças de todos em relação aos 365 dias que virão. Mas nessa euforia coletiva nem todo pode ser considerado de agrado das maiorias de cidadãos e de milhares e milhares de pequenos seres que sofrem, não pelas luzes dos fogos de artifício, mas pelo barulho, que precede e às vezes se prolonga por horas depois que a festa coletiva terminou. São as explosões de petardos de todos os calibres que saem em maioria de prédios e janelas, iluminando a noite e assustando crianças e animais caseiros. Já se tornou uma espécie de competição entre jovens e adultos que ignorando o próximo acordam crianças assustadas que naquela hora costumam descansar, sem contar gatos e cachorros que nas moradias ficam transtornados pelo medo. O número de “bombas” post fogos aumenta a cada ano, não somente no Brasil mas também em numerosos outros países, onde o problema “social” por elas criado já foi detectado pelas autoridades , motivando providências para o seu controle. Em alguns países há limitações de horário e de potenciais permitidos, em outros estão sendo estudadas normas que multam os infratores, enquanto aumentam os controles nas fabricas de fogos de artifício, inclusive pelo perigo de explosões, que estão ficando mais frequentes pondo em risco outros edifícios e vidas humanas. Talvez chegou a hora de iniciar esse tipo de controle também no Brasil. As Câmaras Municipais deveriam aprovar normas para evitar o numero crescente de abusos barulhentos, perigosos para a saúde e para a incolumidade pública. A sua aplicação não será fácil, mas para conseguir resultados tudo precisa ter um começo.