Aeroblog de 22 de janeiro

A PENA DE MORTE AINDA EXISTE

Nas quase 600 páginas de “Tempo de matar” o primeiro de seus 22 romances, John Grisham conta o drama de um negro acusado de assassinar os dois brancos que haviam violentado a filha de 10 anos. Seu defensor, um jovem advogado, enfrenta os maiores obstáculos, legais e ilegais (estes devidos à cor do matador) para no final conseguir que os 12 integrantes do júri encontrem a formula para evitar a pena de morte do acusado, alegando a sua inocência “por motivo de insanidade”. O romance foi escrito em 1989 e desde então a opinião pública americana considera com menor frequência que a execução de acusados de crimes violentos seja a maneira mais correta para punir quem cometeu assassinatos ou outros crimes violentos. Mas a mudança ainda não é expressiva, apesar das estatísticas registrarem que em 2016 ocorreu a menor taxa de pena de morte desde a década de 1970, sendo cinco os estados que a aplicaram: Georgia (9), Texas (7), Alabama (2), Missouri (1) e Florida (1). Mas nos Estados Unidos foram pronunciadas outras 23 condenações à morte, das quais 9 na Califórnia, o estado que desde 2006 detêm no chamado corredor da morte 741 presos que não são executados devido às disputas legais que impedem que os criminosos sejam matados pelo método de injeção letal. O maior numero de ocorrências sentenciadas com a pena de morte foi registrado em 1996, quando totalizaram 315; no ano passado elas foram 30 enquanto em 2015 o seu número havia chegado a 49.

ESTATÍSTICAS DA TAP

A Tap portuguesa transportou globalmente 11,7 milhões de passageiros em 2016 com crescimento de 3,5% sobre o ano anterior e com uma taxa de ocupação média de 78,6%. Nas rotas do Brasil foram aproximadamente 1,5 milhões embarques, com o crescimento de 30% nas rotas para Lisboa e Porto e com destaque para o mês de dezembro quando o aumento do tráfego chegou a 26%. Na Europa foram transportados 7,159 milhões de passageiros. O programa “TAP Portugal Stopover”, lançado há 4 meses no Brasil, já totalizou mais de 40 mil passageiros  com uma média de 2.2 noites passadas em Portugal. Também a “ponte aérea” entre Lisboa e o Porto, lançada em março se afirmou ao longo de 2016, com uma taxa de ocupação média de 73,1% totalizando cerca de 300 mil embarques. Nos voos entre o Continente e os Açores e a Madeira foram transportados 967 mil passageiros (+5%), para a África cerca de 800 mil (+10%) e nas rotas dos Estados Unidos, onde já operava para Newark e Boston, com o lançamento em junho de duas novas frequências para New York e Boston o aumento foi de 65% totalizando 472 mil embarques.

 Mercados aguardam a “era Trump”

O show acabou: desfilaram aos milhares na avenida da Casa Branca em homenagem à posse do novo presidente dos Estados Unidos, que sexta-feira apareceu com a sua bela esposa vestida de azul em milhões de televisores do globo. A imagem de Trump, comportado e sorridente, contrastava com aquelas do candidato que durante os últimos meses havia impressionado negativamente por seu comportamento agressivo. Na cerimónia da posse, ainda com toda a sua irreverência e demagogia ele afirmou que “os homens e mulheres esquecidos não serão mais esquecidos”, que a partir de agora “será somente os EUA primeiro” e que “as decisões sobre comercio, impostos, imigração e assuntos externos serão tomadas para beneficiar os trabalhadores e as famílias do EUA”. Ele continua mantendo o seu objetivo de conquistar uma classe social que a estrutura política dos Estados Unidos ignorou durante décadas. E apesar de bilionário conseguiu criar a imagem de um líder populista, de um defensor destemido dos interesses do país. Suas promessas de mudanças nos setores vitais, do crescimento industrial e do aumento do mercado de trabalho, com salários decentes e melhores condições de vida, lhe garantiram os votos das classes mais humildes. E suas restrições aos imigrantes e aos “países que fabricam nossos produtos, roubam nossas empresas e destroem nossos empregos” receberam o apoio das indústrias americanas incapazes de competir com os chineses. Na maioria suas atitudes são demagógicas e nacionalistas e suas afirmações lembraram as palavras de ditadores que no século passado levaram os seus países à ruina. Agora que chegou o primeiro dia de quatro anos nos quais suas palavras deverão se mudar em fatos, iniciativas, decisões corajosas, plano realistas, as dúvidas sobre o que acontecerá na realidade continuam imensas.

TABAGISMO É O ESPECTRO DO FUTURO

Os fumantes, em particular os de idade média, parecem não acreditar nas estatísticas da OMS (Organização Mundial da Saúde) que, juntamente com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos insistem em divulgar que até 2030 os falecimentos causados pelo fumo de cigarros chegarão a cerca de 8 milhões anuais. O aumento dos atuais 6 milhões para 8 milhões será gradual e estima-se que a maioria de mais de 80% das vitimas ocorrerá em países de baixas e média rendas. Segundo pesquisas, em 2013 somavam cerca de 24,6 milhões os fumadores residentes no Brasil, que é o segundo maior produtor de tabaco do mundo, após a China. É considerado modesto o efeito das medidas governamentais para reduzir o consumo de cigarros, entre as quais se destacam a propaganda ameaçadora que aparece nas embalagens e a elevação continua dos impostos, até a recente padronização dos maços de todas as marcas adotada na Austrália. Segundo mais de 70 cientistas, apesar do fumo ser a maior causa evitável de morte no globo, os danos que ele causa à saúde humana a cada ano representam para os países do globo gastos que chegam a cerca de US$ 1 trilhão.