Aeroblog de 26 de março

Os atletas mais bem pagos e os mais ricos do mundo

Desde 1990 a Forbes divulga as listas dos atletas mais bem pagos junto com aquela das personalidades mais ricas do mundo. Este ano, pela primeira vez um jogador de futebol é o primeiro entre os atletas e o seu nome, bem conhecido, é Cristiano Ronaldo: em 2016 ganhou cerca de U$ 88 milhões, dos quais 32 em prémios. Na história do esporte individual somente Michael Jordan, campeão de basket, tinha chegado a valores como esse. Todavia no futebol Ronaldo não está sozinho: bem próximo dele, com US$ 81,4 milhões se encontra o campeão argentino do FC Barcelona, Lionel Messi. O terço lugar pertence ao jogador americano de basket Lebron James, com 77,2 milhões, e no quarto o tenista suíço Roger Federer que, apesar de todos os problemas físicos que enfrentou no ano passado, conseguiu ganhar US$ 67,8 milhões, dos quais 60 milhões diretamente de seus sponsors. Os representantes de países americanos estão presentes na classifica com 65 atletas dos quais os mais bem pagos vem de 23 países. Cabe observar que entre os 100 atletas do mundo mais bem pagos somente duas mulheres estão na lista; elas são as tenistas Serena Williams (29 milhões) e Maria Sharapova (US$ 21,9 milhões). Falando agora dos mais ricos do mundo, notam-se pequenas mudanças entre os tradicionais titulares: o fundador da Microsoft, Bill Gates, com 61 anos de idade, mantem pela 18ª vez em 22 anos o primeiro lugar com um património de US$ 86 bilhões, seguido por Warren Buffett (75,6 bilhões) e pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos (US$ 72,8 bilhões) cujo patrimônio aumentou de 27.6 bilhões. Entre as curiosidades desse mundo de bilionários há uma nota curiosa: em 2016 o capital do presidente Donald Trump se reduziu de cerca de 200 milhões de dólares, incluindo os US$ 66 mil que investiu na campanha eleitoral. Ele ficou com um património de US$ 3,5 bilhões.

VIAGEM SUBMARINA ATÉ ONDE O TITANIC AFUNDOU

100.000 euros é quanto pagará o passageiro da viagem marítima até o ponto do Atlântico no qual afundou o Titanic. Em seguida está prevista uma descida de 5 horas em direção à área onde o transatlântico se encontra: atualmente ele estaria imóvel a 3.800 metros de profundidade. Após ter inspirado livros, filmes e exposições o navio mais famoso do mundo, símbolo dos piores desastres, deverá se tornar uma meta turística, tão logo um mini submarino de titânio e fibra de carbônio, chamado Cyclops, em fase final de construção, estará pronto para a viagem; ele poderá transportar nove passageiros além dos tripulantes. Serão dois dias de navegação para chegar ao ponto onde na noite entre 14 e 15 de abril de 2012 o transatlântico com 2200 pessoas a borde bateu num iceberg e afundou nas aguas gélidas do oceano. O preço da viagem está sendo previsto em cerca de 100 mil euros por passageiro, menos do custo dos tickets da viagem inaugural no espaço da Virgin Galactic, que estão sendo vendidos por 230 mil euros cada. Quem organiza a viagem até o Titanic é a agência de viagem londrina “Blue Marble Private”, que está programando a primeira descida até “20.000 legas abaixo dos mares” para maio de 218, em competição com a americana “Bluefish”, que utilizará um submarino análogo. O Titanic foi localizado na profundidade do Oceano em 1985 por um ex-oficial da US Navy, Robert Ballard, e desde então já foram realizadas mais de 200 imersões científicas ou apenas para filmar os transatlântico no qual perderam a vida mais de 1.500 pessoas. Esses projetos turísticos são considerados impróprios por personalidades como o prof. William J.Neill docente da Universidade de Aberdeen, que consideram o ponto onde o Titanic afundou um “cemitério digno de todo o respeito e não uma atração turística”, enquanto outros definem como algo morbosas as excursões desses géneros, que catalogam com o nome de “disaster tourism”.

VOANDO VELHOS E NOVOS AÈREOS

Um texto publicado no www.mro.network.com afirma que os 10 maiores “lessors” de aeronaves possuem ou administram cerca de 6.000 unidades, das quais a maioria em atividades há menos de cinco anos. Em maioria as empresas aéreas preferem alugar, apesar de seu preço mais elevado, aviões mais recentes, mas ainda há um amplo mercado para os “mid-life aircrafts” de comprovada eficiência. O Grupo IBA de consultoria calcula que 47% da frota global alugada tem entre 8 e 18 anos e que somente 36%  se encontra no segmento com menos de cinco anos de existência. Esses dados são baseados na analise dos 12.760 aviões que totalizam a atual frota terceirizada, correspondentes a 48% das aeronaves em operação ,sendo que a “idade” média dos dois segmentos subiu na última década de 8,9 anos em 2006 para 11 anos atualmente : as tecnologias avançadas e a redução do preço da gasolina tem levado muitas empresas menores a postergar  a renovação das frotas com os A320neos e os 737 Max, de preço unitário elevado não compensado atualmente pelo menor consumo de combustível, sua maior atrativa na fase de lançamento  e elas preferem continuar operando equipamentos menos recentes, apesar da possibilidade que apresentem alguns problemas técnicos ao longo de sua mais extensa utilização .

TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGAS EM CRISE

Muitos países atravessam momentos difíceis em suas economias, com reflexos em seus export-import de produtos elegíveis para o transporte aéreo. Os serviços cargueiros das maiores empresas que possuem serviços estruturados e frotas modernas para atender a demanda, tem sofrido as consequências desse declínio. A própria Boeing alterou seus planos de produção dos 747-8: da atual média de 1,3 unidade por mês, haverá a redução a uma só a partir deste mês e a 6 cargueiros ao ano de setembro em diante. Segundo Ray Conner, presidente e CEO da Boeing “a reação do mercado cargueiro que começou no final de 2013 recentemente caiu de novo”. As entregas da Boeing de 747-8 entre janeiro e fevereiro totalizaram 92 unidades, as da Airbus foram 74. De sua parte a Emirates Airlines decidiu cancelar o serviço de carga de seu 747 “due to the sharp reduction of the demand”.