Aeroblog de 8 e 15 de janeiro

 

As incógnitas dos Presidentes e dos políticos

Presidentes da República, no país e no mundo, tem em comum apenas o nome da função que exercem pelo voto de confiança recebido do povo. Sua capacidade de atuação, segurando com eficiência as rédeas da nação que os elegeu é tão desigual como as suas personalidades. Vindo dos Estados Unidos chega agora uma nova imagem de Presidente apoiada por milhões de votos: seu nome é Trump, que se auto elegeu após ter sido por décadas apenas um bilionário sem classe. E´ um modelo único numa época que, por exemplo, vai da mediocridade atual de Temer ao brilhantismo memorável de Obama. Eles e todos os Presidentes, eleitos legalmente ou abusivos, fazem parte das caixas surpresas que somente após a posse se abriram e revelaram suas personalidades. Se isso é valido para os Presidentes, tudo fica ainda mais complicado quando se trata de Senadores, Deputados ou Governadores na maioria eleitos com os recursos da máquina diabólica do poder financeiro, próprio ou de outras origens não desinteressadas. Nesse contexto passam em segundo plano a defesa dos interesses dos eleitores mais pobres e a realização de projetos de real alcance social. Ao contrario, para muitos deles prevalece a tutela de interesses próprios e familiares, quando não resvalam para eventuais formas de corrupção, egregiamente compensadas como aquelas que a Lava Jato está revelando. E os que integram essas desprezíveis categorias ainda se apresentam como representantes e defensores do povo e da democracia. No mundo eles formam uma globalização que tem no País ilustres integrantes: são os que pouco se preocupam com os milhões de desempregados, com a fome alheia, com as injustiças sociais, com a violência. Para eles tudo vai bem.

RYANAIR GANHA DA LUFTHANSA

A empresa aérea low-cost Ryanair se tornou em 2016 a maior da Europa, tendo transportado mais passageiros que a Lufthansa, que até então ocupava o primeiro lugar entre as companhias do Velho Continente. Com um crescimento de 15% a companhia irlandesa totalizou 117 milhões de embarques, enquanto a aérea alemã registrou um aumento de apenas 1,8 % na comparação com 2015, totalizando 109,7 milhões de passageiros. Deve ser notado que também a Lufthansa opera uma empresa low-cost, a Eurowings: face aos últimos resultados há a previsão de que ela ampliará a rede de suas operações de baixo custo, pois os dados de 2016 tem evidenciado o aumento progressivo da procura pelos viajantes de voos de tarifas reduzidas, principalmente nas rotas europeias que são a fonte principal de receitas da Ryanair. Entretanto no ano passado, após a fusão com a Etihad, a Alitalia conseguiu apenas melhorar a sua imagem entre as empresas europeias de longa distância, mas com resultados operacionais ainda negativos, que segundo os analistas exigem a “injeção” de pelo menos um bilhão de euros para compensar as perdas acumuladas e reestruturar a empresa. Os fundos deveriam vir mais uma vez da Ásia e as reuniões com os dirigentes da Etihad já foram iniciadas, criando tensões entre os tripulantes, contrários a mais uma redução de seu numero, prevista no plano preliminar da reestruturação.

CONTINUAM OS PROTESTOS CONTRA TRUMP

Obama deixou a Presidência entre aplausos e lacrimas enquanto seu sucessor, o republicano Donald Trump, está tomando posse com uma imagem negativa após ter criado inúmeros conflitos internos, apesar dos milhões de votos que recebeu de seus seguidores. Desde os nomes dos assessores, até suas relações pessoais com o presidente russo Putin são objetos de restrições fundamentadas e se acrescentam às críticas pelas providências por ele anunciadas, que vão desde a construção de um muro divisório na fronteira dos Estados Unidos com o México, até o cancelamento do Plano de assistência sanitária que é utilizado por 20 milhões de americanos, sem contar sua posição negativa em relação ao fluxo migratório vindo de países do Oriente Médio e até da América Latina contrária à tradição dos Estados Unidos, definida pela atriz Meryl Streep durante a cerimónia de entrega dos Golden Globes uma “atitude atroz” de Trump e mais uma expressão de “seu instinto para humilhar” e de seu desrespeito por ícones da história do país.

Na China, paixão para a bola não é mais piada

Os recentes contratos de clubes chineses oferecidos a jogadores de futebol da Europa e da América do Sul a “peso de ouro”, além de serem sensacionais estão levantando dúvidas sobre suas reais finalidades, considerando que até agora as preferências desportivas da China foram sempre outras.  Nomes como Carlos Tevez, da Juventus italiana, do jovem brasileiro Oscar ou de Witsel vindo da Rússia, sem contar Hulk, Ramires, Pellé ou Jackson Martinez atraídos a Pequim pelo oferecimento de contratos fabulosos, evidenciam uma surpreendente mudança, pois até recentemente o futebol chinês investia apenas em jogadores praticamente no fim de suas carreiras. O apoio governamental às contratações é interpretado como o desejo de estruturar, a qualquer preço, equipes representativas do país num esporte em crescente prestígio no mundo, enquanto frutifica nas escolas chinesas a obrigação de incluir o jogo de futebol entre as atividades esportivas obrigatórias, que nas escolas começam quando os meninos tem apenas 5 anos.   

O PREÇO DOS VÍCIOS SEGUNDO O BLOOMBERG

Segundo pesquisa realizada pelo Bloomberg Vice Index o preço do basket dos vícios modernos, representados pelo consumo de álcool, drogas e cigarros, apresenta incríveis diferenças na comparação entre países: por exemplo, ele varia de US$ 400 por semana nos Estados Unidos, e US$ 220 na Itália, para cerca de US$ 1.500 no Japão. Em países como o Laos, o Congo e Honduras, o consumo de um maço de cigarros, de bebidas alcoólicas, de uma grama de ecstasy ou de marijuana, cocaína ou heroína custa em média 70% menos que nos EUA, enquanto na Nova Zelândia e na Austrália o preços desses vícios estão próximos do recorde japonês.