Aeroblog de 12 de fevereiro

O perigo de uma guerra nuclear

Os cientistas que estudam o risco de uma guerra nuclear, recentemente tem avançado para 2 minutos e meio antes da meia-noite o simbólico Doomsday Clock, evidenciando que eles acreditam que o mundo se encontra mais próximo de uma catástrofe nuclear de quanto estivesse desde 1953, depois que Estados Unidos e União Soviética testaram as bombas de hidrogeno. O Comunicado dos cientistas atômicos, que criaram o relógio em 1947, afirma que o presidente Trump é a causa principal dessa preocupante evolução. Parece que Trump chegou à Casa Branca com pouco conhecimento do tamanho do arsenal nuclear e do número de misseis, bombas e submarinos que nele se encontram. Ele alarmou o mundo falando de utilizar essas armas contra os terroristas e de aumentar o potencial nuclear dos Estados Unidos, sem especificar – supostamente para manter os outros países preocupados - como ele utilizaria essas armas. Durante debates realizados meses antes na televisão, após ter afirmado que ele não seria o primeiro a utiliza-las, disse apreciar que o recurso às armas atômicas ficasse com características de competição entre rivais. Isso em oposição às declarações de todos os presidentes republicanos e democráticos que o precederam, comprometidos em nunca usar essas armas apressadamente, se fosse necessário. O temor criado pelas declarações de Trump, segundo o prestigioso New York Times, levou dois senadores democratas a propor uma lei proibindo ao Presidente recorrer ao uso de armas atômicas sem que previamente o Congresso aprovasse uma declaração de guerra, permanecendo a iniciativa direta presidencial apenas para uma resposta imediata a um ataque nuclear inimigo: os USA tem um arsenal de supostas 4 mil bombas. Mas por enquanto, comenta-se que o presidente deveria gastar suas energias para convencer a Rússia da conveniência de reduzir, junto com os Estados Unidos, os respectivos arsenais atómicos e de se manterem mais vigilantes em relação às armas em poder do Iran e da Coréia do Norte.  Houve também e foi rejeitada a sugestão de um assessor do Pentágono de construir bombas atômicas de potencial reduzido, para eventuais emergências de alcance limitado.

AS TENDÊNCIAS DO CRESCIMENTO ECONÓMICO GLOBAL

Quais serão as dinâmicas do crescimento e do desenvolvimento das várias áreas do planeta ao longo dos próximos 30 anos?  Como será o mundo em 2050?  Baseada na história recente, uma pesquisa do PWC prevê que a Ásia continuará dominando as cotas do produto bruto mundial e que serão os países mais populosos os que registrarão os índices mais elevados de crescimento económico. A pesquisa, realizada pela primeira vez em 2006 estaria indicando que até 2041 o potencial econômico mundial poderá dobrar, com destaque para o crescimento das sete economia emergentes (Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia), onde chegará próximo de 3,5% ao ano, mais do dobro do 1,6% das nações do G7 - Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, G. Bretanha e Estados Unidos – sem considerar os valores a serem alcançados pela atuais economias emergentes da Ásia. A previsão é de que, na metade do século seis das sete maiores economias mundiais serão representadas por países hoje classificados como “emergentes”, com destaques para a China e a Índia, e num plano menor Vietnam, Bangladesh, Indonésia e México, cujo potencial tem condições para superar Japão, Alemanha, G. Bretanha e França. Na América Latina é a economia da Colômbia que apresenta aInvia per email

DIMINUI O FLUXO DE MIGRANTES NA EUROPA

Desde janeiro cerca de 11.200 migrantes chegaram na Europa pelo mar Mediterrâneo. Deles 258 morreram afogados durante a travessia, de acordo com os dados que a OIM (Organização Internacional para as Migrações) acaba de divulgar. Cerca de 85% deles tinha como destino a Itália, os restantes iam para a Grécia; o “Missing Migrants Project” estima num total de 419 os falecimentos nas primeiras semanas de 2017 entre todos os que saíram para vários países, contra os 723 registrados no mesmo período de 2016. No ano passado, mais de 5.000 pessoas afogaram no Mediterrâneo e um total de 361 mil migrantes conseguiu desembarcar na Europa, número bem inferior ao mais de 1 milhão que em 2015 havia conseguido realizar a travessia marítima. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados a notável redução é devida ao acordo que a União Europeia assinou com o governo da Turquia: o país recebeu 6 bilhões de euros e se comprometeu a limitar os embarques de refugiados da Síria (que nos campos ONU turcos chegam a cerca de 2,5 milhões) sendo que de fato as travessias nas rotas do Mediterrâneo oriental caíram de 840 mil em 2015 para 173 mil em 2016. Até agora o ACNUR não conseguiu assinar um acordo similar, e confiável, como o anarquizado governo da Líbia, em permanente guerra civil. Desse país saem atualmente a maioria das travessias, sem a menor garantia para os refugiados, pois os contrabandistas que controlam o “trafego” de emigrantes utilizam embarcações frágeis que não resistem ao mau tempo, sendo em maioria botes infláveis sobrecarregados.

TELEJORNALISMO VERSUS TELENOVELAS

Noticiários jornalísticos, telenovelas e filmes ainda dividem em três partes quase iguais a audiência média diária das quatro principais estações de TV do país (Globo, SBT, Record e Band). Desde 1951 , quando a TV Tupy inaugurou a transmissão em capítulos de novelas, todos os gêneros de tramas passaram pelas imagens televisivas, ocupando espaços crescentes nas programações diárias. Entre as estações sempre se destacaram as novelas da TV Globo, apesar de atualmente evidenciar os primeiros sintomas de crise de audiência em três das cinco produções transmitidas diariamente. Segundo índices do Ibope o telejornalismo estaria gradualmente avançando entre os programas de TV, conquistando preferências parciais dos telespectadores em horários antes dominados pelas telenovelas.